No Show do Milhão ou na política, a decisão sempre tem que ser nossa! - por Edison Pires
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21 de agosto de 2026 às 18:20:00

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A vida segue nos ensinando que não devemos tomar decisões exclusivamente com base na opinião ou nas “certezas” de outras pessoas. Confiar demais e dispensar alternativas (mesmo que estas possam gerar resultados menos interessantes), muitas vezes não é a melhor opção.
O problema não está em ouvir conselhos. Pelo contrário: pessoas inteligentes sabem que ninguém enxerga o mundo sozinho. O problema começa quando o conselho do outro deixa de ser uma referência e passa a ser uma decisão nossa.
Por isso, ouvir é necessário. Refletir é indispensável. Mas decidir continua sendo uma responsabilidade pessoal.
Talvez amadurecer seja justamente aprender a respeitar a opinião dos outros sem entregar a eles o comando da nossa vida. Confiar, sim. Delegar completamente o próprio julgamento, não.
Porque algumas oportunidades perdidas não voltam. E, às vezes, o preço de acreditar cegamente na certeza de alguém é descobrir tarde demais que tínhamos outras escolhas — talvez menos óbvias, talvez mais difíceis, mas potencialmente muito melhores.
No fim, ninguém vive as consequências das nossas decisões por nós. É por isso que devemos ouvir muitas vozes, mas nunca deixar de escutar a nossa própria.
Já vinha pensando em falar sobre esse tema há algum tempo. O início da campanha eleitoral foi um dos motivos para traze-lo nesta semana. Por uma razão bem simples: candidatos mostram ter solução para tudo, enrolam o eleitor e os convencem com suas verdades, dizendo que vão resolver todos os problemas. Porém, depois que assumem, mais da metade das “soluções” não saem do papel e outro tanto se mostram impossíveis de se concretizarem. Só daí nos damos conta de que fomos convencidos a tomar a decisão errada.
Mas, a bem da verdade, o que me trouxe a falar sobre confiar demais e tomar decisões com base na opinião alheia, foi o que aconteceu no programa Show do Milhão, do SBT, no domingo, 16. O candidato já somava a boa quantia de R$ 100 mil, quando uma pergunta o deixou em dúvida: “A milésima parte de 1 litro é um mililitro, que também corresponde a: 1 metro cúbico / 1 decímetro cúbico / 1 centímetro cúbico / 1 milímetro cúbico”.
Se optasse por parar, levaria R$ 80 mil. Caso errasse, sairia do programa com R$ 40 mil.
Levando em conta que poderia contar com a ajuda dos Universitários, por se tratar de “universitários”, optou por seguir a resposta dos estudantes, que disseram que a alternativa correta seria 1 milímetro cúbico. Porém, a resposta correta é 1 centímetro cúbico.
Resultado: perdeu R$ 60 mil!
Fico com a certeza de que o candidato pensou em parar, em garantir 80 mil, mas acabou convencido a acreditar que os universitários, por serem Universitários, sabiam mais do que ele.
Delegou uma decisão que era sua e sentiu na pele (e no bolso) que pedir conselho não elimina o risco de errar. A dúvida fez com que ele valorizasse mais a certeza dos outros do que a própria capacidade de questionar aquilo que foi apontado como “verdade”.
Enfim, nos deixou uma grande lição!
Aproveitando o espaço, deixo aqui um conselho para a direção do programa: vamos colocar universitários um pouco melhor preparados. Isso evitaria que os candidatos perdessem tanto dinheiro e que a Universidade passasse por tanto vexame!
Edison Pires



















