Tia relata incidente com criança de 5 anos de idade na Escola JK, em Araçariguama
Publicado em:
6 de fevereiro de 2025 às 16:14:00

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Na tarde desta 5ª feira, 6, Monize Lameu procurou nossa Redação para relatar um incidente preocupante que ocorreu na escola municipal JK, em Araçariguama, com o seu sobrinho de apenas 5 anos de idade, diagnosticado com TDAH Combinado.
Segundo ela, o garoto não embarcou no transporte escolar e a escola não sabia informar sobre o seu paradeiro. Ainda segundo Monize, a escola insistia em dizer que ele havia sido retirado da escola por sua filha, que ela não tem. “Após mais de 30 minutos de angústia e terror, Isaque foi encontrado escondido dentro de um brinquedo na escola”, relatou.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura sobre caso, mas até o fechamento da matéria ela não se manifestou. Caso haja alguma resposta, a matéria será atualizada.
Acompanhe o relato da tia do pequeno Isaque:
“Gostaria de relatar uma situação extremamente preocupante envolvendo meu sobrinho, Isaque, de 5 anos, que estuda na primeira série da Escola JK, no período da tarde. Por morarmos em outro bairro, ele utiliza o transporte escolar para chegar à escola. Hoje (05/02), enquanto o aguardava no ponto de ônibus, recebi uma ligação do motorista, que foi muito atencioso e responsável durante toda a situação. Ele me perguntou se eu já havia retirado o Isaque na escola, e eu disse que estava esperando por ele no ponto. Foi quando o motorista me informou que o Isaque não estava na fila das crianças que iriam pegar o ônibus e que a escola não conseguia encontrá-lo dentro das dependências.
Imediatamente tentei ligar para a escola, mas as minhas ligações não foram atendidas. O único contato que eu tinha era com a monitora do ônibus, que também foi extremamente atenciosa e me informou que a diretora já havia procurado o Isaque na escola, mas não o encontrava.
Durante a conversa, a diretora me falou, através do telefone da monitora, que minha “filha” (que não existe) havia retirado o Isaque. Expliquei que ninguém havia retirado o Isaque, e que ele deveria estar vindo de ônibus. Nesse momento, a diretora disse que estavam procurando o Isaque.
Depois de algum tempo de angústia e sem respostas claras, me informaram que ele teria pego o ônibus errado, mas ninguém conseguia confirmar com certeza em qual ônibus ele teria embarcado, nem mesmo conseguiam contato com o motorista do suposto ônibus.
Após mais de 30 minutos de pânico, finalmente encontraram o Isaque, que estava escondido dentro de um dos brinquedos da escola. Gostaria de destacar que o Isaque tem 5 anos e é diagnosticado com TDAH Combinado, informação que foi passada para a professora no primeiro dia de aula, para que ficassem mais atentos à sua segurança na hora de embarcar no ônibus. Ressalto também que, juntamente com ele, há um crachá de identificação, o que poderia facilitar a identificação em situações como essa.
No dia 04/02, eu havia colocado um bilhete no caderno do Isaque com nossos números de telefone, pedindo que não hesitassem em me ligar caso algo acontecesse. Se não fosse a monitora do ônibus, que agiu prontamente, não sei o que teria acontecido.
O que mais me chocou, porém, foi a total falta de organização da escola e a falta de controle sobre os alunos que pegam o transporte escolar no final do expediente. A diretora me informou que a professora havia ido embora às 17h30, mas nesse momento, onde estava o responsável por auxiliar as crianças que iriam pegar o ônibus escolar? Se ele conseguiu se esconder dentro de um brinquedo, ele poderia facilmente ter entrado no ônibus errado, ou até mesmo ter sido retirado da escola por outra pessoa. A primeira informação que recebi foi de que “minha filha” (que, como já mencionei, não existe) havia retirado o Isaque. Onde está a segurança dessa escola?
O mais alarmante é que a mochila do Isaque estava o tempo todo na sala de aula, e a escola em nenhum momento me informou sobre isso, dizendo apenas que ele não estava lá e que estavam procurando. Como podemos confiar na segurança de nosso filho em uma escola onde o controle sobre os alunos e a comunicação são tão falhos? O que está acontecendo com a Escola JK?
Agora, como podemos ter tranquilidade e paz em casa, sabendo que ele estará em um ambiente onde os profissionais parecem despreparados para lidar com a segurança das crianças?”, finaliza.



















