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Prefeito fala em 'terrorismo' e manda afastar servidora que teria deixado criança em 'jaula'

Publicado em:
23 de junho de 2023 12:00:00
Atualizado em:
23 de junho de 2023 11:58:33
Prefeito fala em 'terrorismo' e manda afastar servidora que teria deixado criança em 'jaula'
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Caso foi registrado no Centro de Educação Infantil (CEI) do bairro Santa Rosália. Morador que denunciou diz que ação foi para corrigir 'mau comportamento'. Prefeitura informou que caso é investigado pela corregedoria municipal. Conselho Tutelar também acompanha a denúncia.

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), determinou, por meio de um vídeo nas redes sociais, que a servidora responsável por ter deixado uma criança de 2 anos dentro de uma espécie de "jaula" no Centro de Educação Infantil (CEI) 7, no bairro Santa Rosália, seja afastada de suas atividades.

Prefeito fala em terrorismo e manda afastar servidora que teria deixado criança em jaula

O vídeo da criança, feito em 25 de maio por um morador, foi enviado à redação nesta quinta-feira (22). O pronunciamento do prefeito foi divulgado na tarde desta quinta. Além de afastar a funcionária, Manga caracterizou o caso como suposto terrorismo.

Manga afirma que o afastamento deve durar até que a investigação, feira pela Corregedoria Geral do Município, seja concluída.

"Essa criança sofreu um suposto terrorismo. É um terror na escola causado por uma servidora da rede municipal. Eu estou nesse exato momento determinando que a Secretaria da Educação remova essa servidora do local de trabalho dela imediatamente até que se conclua a apuração dos fatos", diz.

A Secretaria da Educação (Sedu) informou que recebeu a denúncia e acionou a Corregedoria Geral do Município para apurar o ocorrido e disse que vai tomar todas as providências cabíveis, repudiando o caso. A pasta também acionou o Conselho Tutelar.

Corregedoria investiga professora que teria deixado criança de 2 anos presa em 'jaula'

As imagens mostram a criança dentro da gaiola chorando e pedindo pela mãe. Segundo a testemunha que fez o registro, a ação foi para corrigir mau comportamento na unidade de educação infantil

Ainda conforme a testemunha, a mãe da criança foi abordada pela diretora alegando que, naquele dia, a professora teria colocado o menino no "cantinho do pensamento" e que a situação teria sido denunciada por uma vizinha.

Com o passar dos dias, a mãe notou uma mudança no comportamento do filho, como mais agressivo, inquieto, além de acordar gritando durante a noite e falar que a "escola bateu".

O advogado confirmou a denúncia e disse que no dia do ocorrido a mãe foi abordada pela diretora e por um funcionário da Secretaria de Educação que, à princípio, expuseram o ocorrido, mas se negaram a apresentar as referidas imagens.

A família teve o conhecimento das imagens dias depois dos fatos, após localizarem a vizinha que teria ajudado a criança.

"Todas as medidas respeitantes ao caso já estão sendo tomadas para evitar que outras crianças também possam passar pelo mesmo tipo de situação constrangedora e infeliz", informa o advogado Rodrigo Rollo.

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