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PMs investigados por envolvimento na morte de empresário em Mairinque vão a júri popular

Publicado em:
16 de agosto de 2023 às 14:20:48
PMs investigados por envolvimento na morte de empresário em Mairinque vão a júri popular
G1 TV TEM
Crédito Imagem:

Informação foi publicada no site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), na segunda-feira (14). Crime aconteceu no dia 26 de fevereiro de 2021.

Quatro policiais militares investigados por envolvimento na morte do empresário Reinaldo Magalhães, de 55 anos, em Mairinque (SP), vão a júri popular. A informação foi publicada no site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), nesta segunda-feira (14). O crime aconteceu em fevereiro de 2021.

Os quatro foram acusados por homicídio qualificado. Outros cinco policiais militares já foram condenados em duas instâncias na Justiça Militar por torturarem a esposa da vítima e por invasão de domicílio.

Conforme a sentença, os acusados usaram recursos que impossibilitaram a defesa da vítima. Por já estarem em liberdade, os réus deverão aguardar o julgamento dessa mesma forma. A pena para o homicídio qualificado pode chegar a trinta anos de prisão.


Denúncia do MP


A denúncia do MP que levou os policiais a virarem réus explica que um oficial-chefe da agência de inteligência do 14º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) teria recebido a informação de que haviam drogas e armas na marina e convocou 18 PMs para a operação.

Descreve ainda que o oficial-chefe resolveu agir "ao arrepio da lei e invadir a chácara a fim de apreender supostas armas e drogas". Não houve autorização da justiça para fazer buscas na casa.

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Indiciados por homicídio


Os cinco PMs que são investigados por envolvimento na morte do empresário foram indiciados por homicídio no dia 22 de julho de 2021. Durante a investigação, foram cumpridos mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar, a pedido da Corregedoria.

Foram presos um 1º tenente, um 1º sargento, um 2º sargento e dois cabos. Segundo apurado pelo G1, as prisões são sobre a investigação relacionada com a tortura da mulher do empresário.

Anteriormente, foram recolhidos 18 celulares de policiais do Batalhão de Ações Especiais (Baep) da polícia de Sorocaba (SP). Os aparelhos passaram por perícia.

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Os PMs e parentes do empresário contaram versões diferentes do que aconteceu na chácara onde o homem morava.

Uma reprodução simulada do crime foi feita no dia 22 de abril. O processo durou aproximadamente oito horas. No total, 18 policiais envolvidos no caso e três testemunhas participaram da reconstituição.

Na época, segundo apurado pela TV TEM, o empresário também era dono de uma marina na cidade. A reconstituição foi feita em dois locais: na chácara onde a vítima morava e em uma estrada de terra.

Polícia Civil faz reconstituição de morte de empresário em Mairinque (SP) — Foto: Arquivo pessoal


Versão dos policiais


No boletim registrado pelos PMs do Batalhão de Ações Especiais da Policia Militar (Baep) consta que Reinaldo dirigia um carro blindado em uma estrada de terra perto da Represa de Itupararanga.

Os policiais afirmam que estavam verificando uma denúncia de tráfico e procuravam por um carro branco, que estaria transportando armas e drogas. Eles também alegam que teriam visto Reinaldo com uma arma dentro do seu veículo, que era da mesma cor.

Em certo momento, ele teria saído do carro e atirado contra os três policiais, que teriam revidado, acertando dois tiros de fuzil na lataria. O empresário também foi atingido, socorrido e morreu horas depois, no pronto-socorro da cidade.

Empresário foi morto em ação em Mairinque — Foto: Reprodução/TV TEM

Além dos policiais que estavam na estrada de terra, outros três PMs foram até a chácara do empresário, que fica na beira da represa, conforme o registro.

No B.O., estes PMs também alegam que estavam na cidade para verificar uma denúncia de tráfico na chácara onde Reinaldo morava. Quando chegaram ao local, teriam encontrado o portão aberto e afirmam que avistaram pessoas correndo para dentro do imóvel.

Ainda segundo o boletim, a mulher do empresário aparentava estar nervosa e disse que tinha sido agredida pelas pessoas, que correram após a chegada da equipe. Os PMs também afirmam que fizeram uma busca na casa e encontraram dois revólveres, munição e uma espingarda de pressão.

No boletim de ocorrência, o crime foi registrado como morte decorrente de intervenção policial.


Versão da família


De acordo com familiares e amigos de Rinaldo, um homem pediu para falar com ele no portão e, como a distância da casa até a entrada é grande, o empresário teria feito o caminho com o carro, que é blindado.

Ele teria aberto o portão para ver quem estava chamando, no entanto, cinco pessoas invadiram o local. Reinaldo, então, teria entrado no carro para se proteger, mas foi abordado pelo grupo, que acabou atirando contra o empresário. Em seguida, as pessoas desceram em direção à casa.

Em um áudio enviado em um grupo de vizinhos e amigos, a filha de Reinaldo afirma que homens entraram na propriedade e apontaram armas para as cabeças de todos que estavam no local. Ela também pede por ajuda.

A esposa do empresário afirmou, em depoimento, que os homens armados exigiam o pagamento da negociação de um carro. Em um outro áudio, um amigo de Reinaldo diz que o grupo agrediu a mulher, ameaçando-a de morte caso não pagasse o valor do veículo.

A Polícia Civil procura identificar os homens que invadiram a chácara e qual a ligação deles com os policiais militares que estavam na estrada de terra. Uma perícia foi feita na propriedade e também no carro do empresário. A Corregedoria da PM informou que afastou os policiais envolvidos.

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