Pai que chutou filha de 3 anos no rosto no PR vira réu por tortura e lesão
Publicado em:
24 de julho de 2026 às 15:00:00

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O Tribunal de Justiça do Paraná tornou réu o pai que foi filmado chutando a própria filha de 3 anos no rosto, em Francisco Beltrão, na região sudoeste do estado, no começo deste mês.
O que aconteceu
Pai vai responder pelos crimes de tortura e lesão corporal. A denúncia, oferecida pelo Ministério Público do Paraná, foi aceita na manhã de hoje.
A Justiça entendeu haver os indícios que comprovam a autoria e a materialidade do crime por parte do réu. A data do julgamento, no entando, ainda não foi marcada
Promotoria afirmou na denúncia que o homem torturava os dois filhos. Além da menina de 3 anos, um menino de 5 anos também era alvo das agressões. Conforme o MP-PR, o pai obrigava as crianças a se ajoelharem sobre tampinhas de garrafa ou em grãos como os de feijão com o objetivo de "provocar intenso sofrimento físico e mental" aos filhos.
Pai permanece preso preventivamente. O homem de 31 anos não teve o nome divulgado para preservar as identidades das vítimas. Por esse motivo, o UOL não conseguiu localizar a defesa dele. O espaço segue aberto para manifestação
Homem começou a ser investigado após chutar o rosto da filha de 3 anos em uma via pública, no dia 5 de julho. Na ocasião, câmeras de segurança gravaram a agressão e também o momento em que um homem intervém ao presenciar a cena.
Após ser preso, o pai alegou que agrediu a filha porque ela estava "berrando". "Do ato de voltar para casa, ela estava berrando na rua e tal. Eu tinha pedido para ela parar de ficar berrando e tudo mais. Ela sempre chora ou berra direto assim. Escandalosamente", disse ele, em depoimento à polícia e que foi exibido pelo Fantástico, da TV Globo
Ele se diz arrependido de ter chutado a filha: "Eu perdi a cabeça e acabei fazendo o que não deveria ter feito. Não era intencional. Eu jamais ia machucar a minha filha."
Boletim de ocorrência foi registrado pela mãe da menina após ter conhecimento do vídeo. A criança passou por exame de lesão corporal, que comprovou a agressão.
Um pedido de medida protetiva de urgência foi realizado pela polícia. Segundo o delegado Anderson Andrei, responsável pelo caso, o instrumento de proteção atenderá a criança, seu irmão e a mãe. "A maior preocupação da Polícia Civil foi com o bem-estar da criança e em como garantir a segurança", afirmou.

















