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EDITORIAL - Segurança não pode ficar no ponto cego

Publicado em:
17 de julho de 2026 às 19:01:00
EDITORIAL - Segurança não pode ficar no ponto cego
Divulgação
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Os episódios registrados nas últimas semanas em nossa cidade reacenderam um debate que já deveria ter sido enfrentado há muito tempo: a necessidade de ampliar os investimentos em segurança pública por meio da implantação de um sistema de monitoramento por câmeras em pontos estratégicos da cidade.
Tal setor deixou de ser, há muito tempo, uma questão que se resolve apenas com o aumento do efetivo policial. Hoje, inteligência, tecnologia e integração entre as forças de segurança são elementos indispensáveis para combater a criminalidade. E é justamente nesse aspecto que Araçariguama continua atrasada. No ponto cego!

Casos como o abandono de carretas furtadas e o incêndio até agora visto como criminoso no Posto de Entrega Voluntária (PEV), ocorrido na semana passada, mostram que o município permanece vulnerável. Embora não seja possível afirmar que a presença de câmeras impediria esse tipo de ocorrência, é inegável que elas poderiam contribuir significativamente para a identificação dos responsáveis, acelerar as investigações e, em muitos casos, exercer um importante efeito inibidor sobre a ação criminosa.

Negar sua importância seria fechar os olhos para uma realidade já comprovada em inúmeras cidades. As imagens registradas por esses equipamentos são, muitas vezes, a diferença entre um crime sem autoria e uma investigação bem-sucedida.

Cidades próximas como São Roque, Mairinque e Ibiúna, que dispõe de tais mecanismos de segurança, têm alcançado resultados positivos no combate à criminalidade. Quase que diariamente publicamos em nossas páginas, site e redes sociais, notícias sobre a identificação de criminosos, prisões ou cenas de furtos, roubos e acidentes que, através das imagens, fornecem informações preciosas para que o setor de Segurança Pública atue.

A posição geográfica de Araçariguama torna essa deficiência ainda mais preocupante. Localizada às margens da Rodovia Castello Branco e cercada por diversos acessos estratégicos, a cidade acaba se tornando passagem para criminosos e rota de fuga após delitos praticados na região. Sem monitoramento adequado, perde-se um instrumento valioso para acompanhar deslocamentos, identificar veículos suspeitos e fornecer provas às investigações.

Araçariguama precisa acompanhar essa evolução e oferecer à Polícia Militar, à Polícia Civil e à Guarda Municipal, ferramentas que ajudem no desempenho de suas funções e que, tal esforço, se traduza em mais tranquilidade e benefícios à população, além de diminuir a sensação de impunidade.

É evidente que investir em segurança exige planejamento, recursos e prioridades. Mas é igualmente evidente que a população tem o direito de esperar ações concretas. A cidade cresceu, tornou-se polo logístico, industrial e empresarial, movimenta milhares de pessoas diariamente e já não comporta uma estrutura de segurança baseada apenas nos métodos do passado.

Araçariguama precisa deixar de reagir aos acontecimentos e passar a agir de forma preventiva.

A tecnologia está disponível. Os exemplos de sucesso estão ao lado. As ocorrências se repetem. O que falta, agora, é transformar essa necessidade em prioridade.

Precisamos deixar de reagir aos acontecimentos e passar a agir de forma preventiva

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