Cinturão verde metropolitano: novo parque em SP terá área 60 vezes maior que o Ibirapuera e protegerá um patrimônio natural
Publicado em:
2 de julho de 2026 às 15:00:00

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Situada a cerca de 45 quilômetros da capital, a Reserva do Morro Grande abriga um dos maiores remanescentes contínuos de Mata Atlântica da Região Metropolitana.
A transformação da área em parque estadual de proteção integral fortalece as políticas ambientais do Estado. Ainda, amplia a rede de unidades de conservação administradas pela Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.
O objetivo é garantir proteção permanente à floresta, às nascentes e aos ecossistemas que compõem uma das regiões ambientalmente mais importantes do estado.
Parque protegerá rios que abastecem milhares de pessoas
Além da rica biodiversidade, o Morro Grande exerce função essencial para o abastecimento público.
A área preserva as nascentes e cabeceiras do Rio Cotia, que alimentam os reservatórios Pedro Beicht e Cachoeira da Graça, integrantes do Sistema Produtor Cotia.
Esse sistema garante o abastecimento de água tratada para cerca de 400 mil moradores da Região Metropolitana de São Paulo. Portanto, a preservação da floresta é uma medida importante também para a segurança hídrica.
Especialistas consideram o Morro Grande uma referência científica nacional. Pesquisadores vinculados ao Programa Biota, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), realizam estudos na região há décadas.
Os levantamentos já identificaram mais de 260 espécies de árvores nativas; dezenas de espécies de mamíferos; 198 espécies de aves; e pelo menos 13 espécies de aves ameaçadas de extinção.
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A floresta também abriga uma das maiores diversidades conhecidas de aranhas orbitelas da Mata Atlântica. Além disso, abriga inúmeros outros invertebrados que ajudam a demonstrar a elevada qualidade ambiental da área.
Plano de manejo está em elaboração
Em 2026, o projeto entrou em uma nova etapa técnica com a elaboração do Plano de Manejo.
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Esse documento definirá como será organizada toda a unidade de conservação, estabelecendo áreas destinadas exclusivamente à preservação ambiental, pesquisa científica e monitoramento.
Também serão identificados os locais que poderão receber atividades controladas de ecoturismo; educação ambiental; trilhas ecológicas; e visitação pública.
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O objetivo é permitir o acesso de visitantes sem comprometer a conservação da floresta.
A criação do parque também prevê reforço nas ações de fiscalização ambiental.
As equipes responsáveis pelo monitoramento utilizam imagens de satélite e patrulhamento terrestre para combater crimes ambientais como desmatamento ilegal. Além disso, combatem caça de animais silvestres, ocupações irregulares e loteamentos clandestinos.
Segundo o governo paulista, a proteção integral da área busca impedir o avanço da urbanização sobre um dos últimos grandes fragmentos contínuos de Mata Atlântica da Região Metropolitana.
Benefícios vão além da preservação ambiental
Além de proteger espécies da fauna e da flora, o novo parque deverá contribuir para a manutenção do equilíbrio climático da região.
Grandes áreas florestais ajudam na regulação das temperaturas. Além disso, favorecem a formação de chuvas, capturam carbono da atmosfera e melhoram a qualidade do ar nas áreas urbanas.
Com a consolidação do Parque Estadual do Morro Grande, São Paulo amplia sua rede de áreas protegidas. Além disso, fortalece a preservação de um patrimônio natural considerado estratégico tanto para a biodiversidade quanto para o abastecimento de água das futuras gerações.

















