Ciclone extratropical atinge país nesta sexta-feira
Publicado em:
15 de outubro de 2026 às 17:00:00


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Divulgação
Um ciclone extratropical deve se formar e atingir o Brasil nesta sexta-feira (16). As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Segundo os meteorologistas, um sistema de baixa pressão, que atinge a costa da Região Sudeste, vai se intensificar e dar origem a este ciclone extratropical.
A atuação da área de baixa pressão no litoral do Sudeste contribui para a intensificação das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste.
Porém, o ciclone extratropical deve estabelecer também uma frente fria sobre o oceano Atlântico e favorecer a entrada de ar frio sobre parte do centro-sul do país. Com isso, também podem ser registradas rajadas de vento pontuais entre o litoral das regiões Sul e Sudeste.
O Inmet também informou que, inicialmente, o núcleo do ciclone deve ser relativamente frio e com estrutura assimétrica. Isso significa que ela não vai estar muito organizada.
Após a formação, ele deve passar rapidamente por uma fase de núcleo mais aquecido e de menor profundidade, antes de voltar a apresentar características de núcleo frio profundo.
Durante a trajetória do ciclone, ele também deve avançar sobre águas progressivamente mais frias. Isso faz com que a temperatura da superfície do mar caia de aproximadamente 23 °C para 14 °C.
Essa evolução deve favorecer a entrada de ar frio sobre o centro-sul do Brasil.
Sendo assim, a previsão indica que as chuvas vão se intensificar no Centro-Oeste e no Sudeste, e a temperatura deve diminuir no Sul.
Previsão
A chegada do ciclone extratropical deixa os meteorologistas ainda mais em alerta, já que doze estados podem registrar chuva forte e temporais já nesta quinta-feira (15).
A maior atenção fica para as áreas do Centro-Oeste e do Sudeste. A previsão indica possibilidade de granizo, rajadas de vento e pancadas intensas, principalmente entre a tarde e a noite.
Os estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo aparecem entre os pontos com maior propensão a episódios mais severos. Amazonas, Rondônia, Tocantins, Pará e Bahia também podem ter tempestades isoladas.
Também há aviso de perigo do Inmet para tempestade nesta quinta. O alerta prevê chuva de 30 a 60 milímetros por hora, ou de 50 a 100 milímetros ao longo do dia, além de ventos entre 60 km/h e 100 km/h e possibilidade de granizo.
Além disso, há risco de alagamentos, quedas de árvores, interrupção no fornecimento de energia e danos a plantações.
Com a chegada do ciclone, as chuvas devem se intensificar no Centro-Oeste e no Sudeste.
Com isso, nesta sexta-feira (16), as instabilidades seguem atuando com força na Região Centro-Oeste e Sudeste.
Em Goiás e no Distrito Federal, a previsão indica pancadas de chuva com trovoadas. No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as chuvas ocorrem de forma mais isolada. Os estados continuam sob alerta de perigo potencial para tempestades do Inmet. Além disso, as temperaturas continuam em leve queda na região.
Já no Sudeste, o tempo fica chuvoso, com trovoadas, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo e parte de São Paulo. Para todas essas áreas, também há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.
Centros de baixa pressão
Os centros de baixa pressão estão geralmente associados à formação de muitas nuvens, maior concentração de umidade e possibilidade de precipitações, podendo inclusive favorecer a ocorrência de tempestades.
Para essas áreas, ocorre o movimento inverso: o ar converge em direção ao centro do sistema. Esse deslocamento favorece o acúmulo de umidade e calor, condições que estimulam o desenvolvimento e crescimento de nuvens.
Ciclones extratropicais
Os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão atmosférica responsáveis pela formação de nuvens e chuvas. Esse tipo de fenômeno é comum nas áreas que abrangem o Sul do Paraguai, Norte da Argentina, Uruguai e a região Sul do Brasil.
Eles se formam quando massas de ar frio vindas da Antártida encontram massas de ar quente que estão no centro do Brasil. Esse contraste gera instabilidade na atmosfera, faz o ar subir e leva à condensação do vapor d’água, produzindo nuvens e precipitações.
Esse fenômeno climático ocorre durante todo o ano, mas a frequência maior acontece no inverno.
Fonte: iG
















