Chuva, buraco e lama! Parte III - por Edison Pires
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12 de junho de 2026 às 13:00:00

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Gostaria de ter encerrado este assunto, mas não está sendo possível. Não por minha vontade, mas pelas coisas que acontecem e mostram não estou errado no que falo. Vamos lá, para a parte três desta saga!
As declarações do vereador Baixinho durante a 15ª sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada na terça-feira, dia 2, trouxeram uma realidade que a população conhece bem: a manutenção das estradas e ruas do município parece mais um esforço contínuo para “enxugar gelo” do que uma solução efetiva para os problemas crônicos da infraestrutura viária.
Ao comentar naquela ocasião serviços realizados pela Secretaria de Obras, o parlamentar reconheceu o esforço das equipes, mas também apontou dificuldades na execução completa das melhorias, uma vez que o setor não consegue atender a demanda como deveria. Como exemplo, citou as ruas do Bairro Pousada dos Bandeirantes. Ele visitou o local e concluiu: “Não terminou, mas disse que vai terminar. O que vi lá não foi grande coisa, ainda está ruim e falta muito. Não adianta só tampar buraco, tem que alargar a rua, não está passando dois carros ao mesmo tempo”, afirmou.
A fala chama atenção porque revela algo ainda mais grave do que a simples precariedade das vias: a perda gradual das próprias características das ruas e estradas, estreitadas pelo desgaste, pelo avanço da vegetação, pela erosão e pela ausência de intervenções definitivas. Em outras palavras, o município não apenas deixa de avançar na infraestrutura, mas também vê parte dela se deteriorar a cada chuva.
Outro ponto preocupante é o ciclo interminável de obras inacabadas, conforme destacou. Começa-se um serviço aqui, interrompe-se ali, retorna-se parcialmente em outro bairro e, quando se percebe, nenhuma região recebe um trabalho completo e duradouro. O próprio vereador citou a necessidade de a Secretaria voltar ao Santaella, ao Ibaté, à Márcio Reino, ao Butantã e novamente à Pousada dos Bandeirantes. Isso demonstra uma rotina marcada pela falta de planejamento estratégico e pela incapacidade – por razões diversas - de executar ações que realmente eliminem os problemas.
E os fatos confirmam as críticas. Basta uma chuva moderada para que buracos reapareçam, ruas voltem a ficar perigosas e moradores sofram com prejuízos materiais e riscos constantes. O dinheiro público acaba consumido em serviços paliativos, repetitivos e sem resultado prático duradouro.
A população não espera milagres. Espera (e tem o direito) à organização, prioridade e eficiência. É preciso abandonar a cultura do improviso, do mais ou menos, do depois termina e, sim, investir em planejamento técnico, cronograma sério e manutenção de qualidade. Continuar apenas remendando ruas e estradas é perpetuar um problema que custa caro ao município e sacrifica diariamente quem depende dessas vias.
Algo precisa mudar — e com urgência.
Edison Pires

















