Beleza com Responsabilidade: por que a Proibição do PMMA Protege os Pacientes e Elege o Ácido Hialurônico como o Caminho Seguro?
Publicado em:
12 de junho de 2026 às 18:28:00

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A recente resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) - Resolução do Conselho de 29.05.2026 -, que proibiu médicos de utilizarem o Polimetilmetacrilato (PMMA) para fins estéticos e preenchimentos dérmicos, acendeu um debate urgente na sociedade.
Eu confesso que em toda minha vida profissional, nunca utilizei este produto.
Mais do que uma decisão burocrática, a medida é um marco na defesa da saúde dos pacientes. Na busca pelo rejuvenescimento e pela harmonização facial ou corporal, o primeiro critério de escolha de um procedimento deve ter, impreterivelmente, a segurança.
O Perigo da Permanência: O que é o PMMA?
Para entender o risco, é preciso entender o produto. O PMMA é um composto sintético feito de microesferas plásticas (um tipo de acrílico). Ao contrário de outras substâncias modernas, ele não é absorvido pelo corpo. Ele permanece no organismo para sempre e pode causar complicações difíceis de se resolver.
O grande problema é que o processo de envelhecimento humano é dinâmico: nossa estrutura óssea, gordura e pele mudam de lugar com o passar dos anos. Um produto estático e permanente injetado hoje pode se mover, causar deformidades, inflamações crônicas graves (granulomas) e infecções dez ou quinze anos depois.
Pior: por se integrar totalmente ao tecido, sua remoção cirúrgica é extremamente complexa e, muitas vezes, mutilante. Não existe "antídoto" para o PMMA.
O Padrão Ouro no Consultório: Por que escolho o Ácido Hialurônico? Na minha rotina clínica como dermatologista, a escolha pelo Ácido Hialurônico como preenchedor é categórica, justamente por ser o oposto do PMMA no quesito segurança.
Como profissional sempre prezo pela qualidade do material e a segurança. A transparência e confiança nas relações médico-paciente também são fundamentais.
Biocompatibilidade: O ácido hialurônico é uma substância que o nosso próprio organismo já produz. O risco de rejeição ou de reações alérgicas é infinitamente menor.
Absorção Natural: Ele é temporário (durando em média de 12 a 18 meses). Isso acompanha o envelhecimento natural do paciente, permitindo ajustes harmônicos ao longo do tempo.
Reversibilidade Imediata: Se o resultado não ficar como o esperado ou se houver qualquer intercorrência vascular durante a aplicação, nós temos um antídoto imediato: a enzima hialuronidase.
Com ela, conseguimos dissolver o produto em minutos dentro do consultório. Essa rede de segurança o PMMA nunca pôde oferecer.
A medicina estética evoluiu para entregar resultados naturais e, acima de tudo, previsíveis. A decisão do CFM — apoiada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) — protege a população de promessas de "resultados definitivos" que podem cobrar um preço alto demais no futuro.
O papel do dermatologista vai além de aplicar produtos; cabe a nós curar, prevenir e escolher a ciência que protege a vida. Se o tempo muda o nosso rosto, a nossa escolha estética também deve ser capaz de mudar com ele — de forma segura e sutil. Não vale à pena arriscar. Procure sempre um médico de confiança.
Sobre a Dra Priscilla Pereira: A Médica Dermatologista Priscilla Pereira (CRM 147255, RQE 50593) é de Juiz de Fora (MG). Mora em São Roque e atende em consultórios nas cidades de São Roque e Ibiúna. Médica formada na ‘Universidade Federal de Juiz de Fora’. Fez Residência Médica em Dermatologia pela ‘Universidade de Mogi das Cruzes’. Especialização em Tricologia, Cosmiatria e Laser pela ‘Universidade de Mogi das Cruzes’. Transplante Capilar ‘Barcelona Hair Clinic’. Especialista em Dermatologia pela ‘Sociedade Brasileira de Dermatologia’. É membro titular da ‘Sociedade Brasileira de Dermatologia’.
@drapriscilla_dermatologista
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