A triste e decadente realidade - por Edison Pires
Publicado em:
26 de junho de 2026 às 21:10:00

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A coluna desta semana poderia ser a Parte V da saga “Chuva, Buraco e Lama”, mas seria ficar restrito a apenas um assunto e a uma só localidade. O tema desta semana mostra a triste e decadente realidade brasileira onde, o coitado do povo – e aí você pode considerar desde o cidadão comum, o comerciante, o jovem, o empresário, enfim, todos nós brasileiros -, paga uma fortuna em impostos e tem quase zero de retorno em se tratando de serviços públicos e essenciais.
O texto a seguir não é nenhuma invenção. Ele é do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) e revela o quanto nossos mandatários estão preocupados com a melhora da qualidade de vida da população.
Boa leitura! E procure não se revoltar!
“Apesar da alta e crescente arrecadação tributária no país, o Brasil, quando comparado aos demais países, segue sendo o que menos retorna os valores em prol da melhoria na qualidade de vida da sua população. Os dados são da 15ª edição do Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade (IRBES), um estudo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) com os dados mais recentes (dentro da possibilidade de coleta).
O estudo aponta que, o Brasil, apesar da arrecadação “altíssima e péssimo retorno desses valores”, figura, mais uma vez, como o ÚLTIMO COLOCADO, ficando atrás, inclusive, de países da América do Sul como Uruguai (8º) e Argentina (13º).
O presidente-executivo do IBPT e, também, um dos autores do estudo, João Elói Olenike, aponta que o país provavelmente estaria também atrás do Chile, que por ter carga tributária bem mais baixa, não faz parte desse ranking. “Não devemos tratar com naturalidade, em todas essas edições do IRBES, a colocação do Brasil. O ranking retrata a dura realidade de uma arrecadação alta que, infelizmente, é pouco diluída aos que realmente necessitam e não apresenta melhorias sociais”, reforça.
Por ordem decrescente de piores retornos à sociedade, após o Brasil, estão: Itália (29º), Hungria (28º), França(27º) e Grécia(26º). O estudo aponta que, apesar de termos uma carga tributária alta, digna de países desenvolvidos como Reino Unido, França e Alemanha, o IDH nacional reflete um desenvolvimento humano muito precário.
Quanto ao Brasil, na opinião de Olenike, enquanto não ocorrerem cortes em gastos que são desnecessários, combate à corrupção e mais recursos destinados a áreas essenciais, dificilmente o país subirá de posição. ‘Eu acredito que apenas com menos desvios e mais investimentos em setores como educação, saúde, habitação, saneamento, pesquisa e segurança, poderemos corrigir essa rota’, concluiu”.
Para fechar a matéria, sabe quanto o Brasil já arrecadou de impostos no período de 01/01/2026 até segunda-feira, 22 de junho? Segundo o Impostômetro, foram R$ 1,9 trilhão. Em Araçariguama, segundo a mesma fonte, foram R$ 24,6 milhões em impostos municipais. Somados ao mais de R$ 39,5 milhões em ICMS e IPVA, a Princesinha da Castello já recebeu mais de R$ 64 milhões até agora. É um bom dinheiro, não é? Suficiente para proporcionar muitas conquistas para a população, né? Então!
Um abraço e até a semana que vem!
Edison Pires

















