“Ladrões de galinha!” - por Edison Pires
Publicado em:
27 de fevereiro de 2026 às 17:00:00

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Os acontecimentos recentes, tendo Brasília como vitrine por estar constantemente sob os holofotes nacionais, deixam uma lição clara e incontestável: mais cedo ou mais tarde, a verdade sempre vem à tona. Nenhuma mentira, nenhuma irregularidade e nenhum projeto construído sobre bases frágeis se sustenta por muito tempo. Aliás, o tempo, implacável, se encarrega de derrubar máscaras, desmontar encenações e revelar aquilo que muitos tentam esconder – às vezes o fulano ou a fulana não percebem que todo mundo está vendo o que acontece e, mesmo assim, continuam agindo como se se apoderar do dinheiro público (entre outras coisas) fosse algo normal.
A pose imponente, o discurso austero e a imagem cuidadosamente lapidada de justiça e retidão, em inúmeros casos, não passam de um grande teatro. Por trás da fachada, o que surge são personagens comuns, movidos pela ambição, pela ganância e pela velha prática de tirar proveito próprio. Aos poucos, o país vai conhecendo seus “ladrões de galinha” de luxo — cercados por conforto, dinheiro e poder, mas ainda assim prisioneiros da mesma essência: a incapacidade de crescer com dignidade, trabalho e mérito.
São figuras patéticas que precisam roubar para ostentar, que dependem da fraude para alcançar o luxo com que sonham, revelando não força, mas fragilidade moral. E se engana quem acredita que esse cenário se restringe à capital federal. Infelizmente, exemplos se espalham por todo o país, em diferentes esferas e realidades, como bem sabe o atento e experiente leitor que sofre com essa maldade, mas que não é bobo!
Para os figurões do alto escalão nacional o impacto dessas revelações pode até ser diluído pelo poder, pela influência e pela distância da vida comum. No entanto, para aqueles que vivem em cidades menores, onde todos se conhecem, onde os rostos são familiares e as histórias circulam rapidamente, os reflexos são muito mais profundos e duradouros. Ainda assim, tais personagens, por terem causado tanto prejuízo à população e por se habituarem à prática do erro, dificilmente admitem suas falhas e preferem apontar a dos outros. Menos ainda demonstram arrependimento, pois perderam aquilo que dá sentido à dignidade humana: a vergonha.
Nesse contexto, chama atenção a reflexão publicada na GAZETA de Araçariguama (edição de 13/02/2026) na coluna Espaço Ecumênico, inspirada em uma mensagem do médium espírita Chico Xavier. Diz ele: “O mundo não é dos espertos. É das pessoas honestas e verdadeiras. A esperteza um dia é descoberta e se transforma em vergonha. A honestidade se transforma em exemplo para as próximas gerações. Uma corrompe a vida; outra enobrece a alma.”
Nada poderia ser mais atual e necessário. A história comprova, dia após dia, que tudo aquilo que nasce do erro termina em constrangimento público, em decepção coletiva e em vergonha. Já a honestidade, silenciosa e persistente, constrói legados, inspira caminhos e deixa marcas positivas para o futuro.
Que essa lição não seja apenas lida, mas assimilada. Porque, no fim, toda mentira cobra seu preço — e ele costuma ser alto. Fora o vexame!
Edison Pires

















