TRICOTANDO - 09-05-2025
Publicado em:
10 de maio de 2025 às 13:00:00

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TRICOTANDO - 09-05-2025
· Em suas andanças pelo Mundo, de mochila nas costas, dedão na horizontal a pedir carona e com o espírito em busca de aventuras, a Sogrinha conheceu uma pequena vila numa província no leste de não sei onde (é que fica chique falar assim ao leste, ao norte, ao sul), a qual seus poucos habitantes viviam uma vida pacata demais. Tão pacata, que alguns resolveram animar as coisas e inventaram um jeito da localidade ter vida própria, sem depender de ninguém, já que a mesma era dotada de um potencial incrível. A ideia deu tão certo que a vila cresceu e até prosperou. Ficou linda, igual uma princesinha!!! Passado algum tempo, os moradores começaram a perceber que os governantes da pequena vila poderiam oferecer mais aos habitantes, só que não...
· Algumas décadas após essa viagem, a Sogrinha recebeu uma carta (sim, um papel que carrega um texto escrito à mão, que vem dentro de um envelope e é entregue pelos Correios), onde um amigo contava, entre outras coisas, novidades sobre a ex-vila. A Sogrinha ficou estarrecida com as notícias. Mesmo rica, a ex-vila (entenda-se governantes) até hoje não oferece o suficiente ao seu povo que passa um perrengue danado – ele deu os detalhes dos motivos acumulados ao longo dos anos, só que não cabe tudo aqui.
· “Muito, muito, mas muito dinheiro, poucos habitantes e, infelizmente, pouco retorno!”, resumiu o amigo, com a letra embargada... A Sogrinha não acreditou no que leu! “Como pode isso? Se tem tanto dinheiro, poderia atender melhor a população; dotar a ex-vila com benfeitorias que sirvam a todos e garantam qualidade de vida para o cidadão e aos que nela investem. Isso não está certo!”, esbravejou a danada (que não é cachaça!)...
· “Sorte deles que não moro lá, senão eu... eu... eu iria fazer passeata; buzinaço; panelaço; enchia as ruas e praças com faixas para chamar a atenção das autoridades e exigir uma cidade com planejamento para o futuro capaz de atender aos velhos e aos jovens e que, realmente, encontrasse o desenvolvimento (não crescimento desregulado). Sorte deles que moro em Araçariguama... que está uma beleza!!...”, disse a Sogrinha...
· Pela veneziana do quarto da frente a Sogrinha, que ainda lia a carta enviada pelo amigo lá da ex-vila ao leste de não sei onde, ouviu de um grupo sentado naqueles banquinhos que, “pensando bem, até que não estão tão errados. Eu já vi muito mais coisa do que estão mostrando”, disse uma delas. “Verdade!”, disse outra...
NOTA DEZ -
Para o grupo de balé da Casa da Cultura Cora Coralina pelas apresentações e prêmios conquistados
NOTA ZERO -
Para a "floresta" em que se transformou o matagal que cobre o ribeirão dos Macacos, próximo à Praça da Bíblia. "Não é mato, é espelho!"




















