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Transporte público: É preciso pensar fora da caixa! - por Edison Pires

Publicado em:
28 de junho de 2025 às 13:00:00
Transporte público: É preciso pensar fora da caixa! - por Edison Pires
Divulgação
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Li durante a semana no portal MUNDO N, do jornal GAZETA, que o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou uma lei que transfere aos municípios a responsabilidade de regulamentar o transporte de passageiros por motos. Essa nova lei representa mais do que uma simples descentralização de decisões: trata-se de um convite à criatividade administrativa e ao enfrentamento direto dos gargalos da mobilidade urbana das cidades.


A partir de agora, caberá a cada prefeitura decidir se permitirá, regulamentará e fiscalizará esse tipo de transporte que, de forma informal em muitos lugares, já faz parte do cotidiano de milhares de brasileiros. A moto, além de ser um veículo ágil e econômico, tem se mostrado uma alternativa viável - e muitas vezes indispensável - para quem precisa se locomover com rapidez e com menos dinheiro no bolso.

Na mesma matéria, uma outra experiência chamou minha atenção: a Prefeitura de Sorocaba lançou seu próprio serviço de transporte por aplicativo, o URB DRIVE. Diferentemente dos grandes aplicativos privados, o serviço municipal cobra uma taxa de comissão menor aos motoristas, o que gera ganhos mais justos e, ao mesmo tempo, amplia as opções para o passageiro. É uma medida que carrega em si um espírito de inovação com responsabilidade social - e que deveria inspirar outros municípios, inclusive o nosso.

Em Araçariguama, onde vivemos uma realidade de constantes comentários sobre o transporte público - como falta de horários (inclusive aos finais de semana), linhas insuficientes e a falta de novos itinerários, pensar em alternativas como o transporte por motos ou um aplicativo municipal não é apenas uma ideia moderna: é uma necessidade prática. E essa necessidade por soluções aumenta com o risco de cancelamento de trajeto importante como o da linha Araçariguama x Itapevi.

Claro que nada substitui, em escala e eficiência de massa, o transporte por ônibus. É ele que leva 30, 40 pessoas de uma só vez. Mas o que fazer quando esse ônibus não passa no horário, quando a linha é cortada, quando a estrada está cheia de buracos e impede o trânsito de veículos pesados, ou quando o ponto mais próximo está longe demais da casa do passageiro? É aí que entram as alternativas, e é aí que a regulamentação municipal desses serviços ganha força como ferramenta de melhoria concreta na vida da população.

Já vi em redes sociais desabafos sobre a ausência de táxis nos pontos. Isso é sinal de que a demanda existe, mas a oferta é limitada - e, portanto, estamos diante de uma oportunidade. A crescente população de Araçariguama exige que se pense fora da caixa, ou melhor, fora do tradicional ônibus, e comece a construir um sistema mais flexível, acessível e plural de transporte urbano.

Portanto, saúdo iniciativas como a de Sorocaba e vejo com bons olhos a nova lei estadual. Mais do que abrir espaço para motos e aplicativos, ela nos obriga a refletir: como queremos nos mover como cidade? E mais importante: como queremos que nossos cidadãos - sobretudo os que mais precisam - se locomovam com dignidade, agilidade e segurança?

Edison Pires

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