top of page

Temos eleição este ano! por Edison Pires

Publicado em:
17 de junho de 2023 às 12:30:00
Temos eleição este ano! por Edison Pires
Crédito Imagem:


Ah, a política! Pensei escrever algo sobre a danada local, pois tenho notado muita movimentação nessa área e sei do impacto que a pauta provoca na comunidade. A política de Araçariguama é bastante dinâmica e “quente”. Não tenho conhecimento se em outros municípios da nossa região o assunto esteja tão em alta como aqui. Só de cara, pelo pouco que apurei, já temos pelo menos 4 pré-candidatos a prefeito dispostos a concorrer às eleições de 2024. Um quinto nome está definindo se anuncia sua pretensão agora ou só no ano que vem. Quero deixar claro que isso não é fofoca e sim fato (não tenho pretensão alguma em copiar a Sogrinha, que é profissional no assunto).

 É um número significativo se for levado em conta que ainda faltam cerca de 475 dias para o pleito. Esse tema vai ficar para uma próxima oportunidade, talvez venha com dados mais recentes.

Esta semana quero abordar sobre o aumento da violência contra crianças e adolescentes no Brasil. Quero dar minha parcela de contribuição no combate à essa barbárie!

Foi divulgado recentemente pelo Ministério da Saúde um boletim epidemiológico sobre as notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil, com dados de 2015 até 2021. O documento considera crianças aquelas que têm de 0 a 9 anos, e adolescentes, de 10 a 19 anos. Os dados levam em conta características demográficas, como região do País, sexo da vítima, sexo do agressor, local de ocorrência e a quantidade de acontecimentos por criança e adolescente.

Durante os sete anos de análise, houve um crescimento exponencial nas notificações de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, totalizando 202.948 casos, dos quais 41,2% foram cometidos contra crianças e 58,8% contra adolescentes.

Somente em 2015, foram notificados 21.122 casos, e em 2019 este número havia subido mais de metade em relação ao início da pesquisa, chegando a 34.208 casos. No ano de 2020, essa quantidade declinou para 29.265, porém, a pandemia de Covid-19 pode ter afetado diretamente estes dados, visto que em 2021 o número de casos disparou para a casa de 35 mil notificações.

Na violência sexual contra crianças, estima-se que 76,9% das notificações ocorreram entre meninas. Os maiores índices de ocorrência, tanto do sexo feminino quanto do masculino, foram entre a faixa etária de 5 a 9 anos (55,1%), com valores correspondentes a 53,6% e 60,1%, respectivamente.

Observa-se que os tipos de violências mais cometidos são o estupro – 52.436 (56,8%) –, seguido de abuso sexual – 26.995 (29,2%). Entre os abusadores, 81% são do sexo masculino e 4,3% do sexo feminino. Os principais agressores dessa faixa etária são os familiares e amigos/conhecidos, com 41,1% e 26,9%, nesta ordem. Em disparada, o local com maior incidência são as próprias residências, com 70,9% dos registros, em sequência as escolas (4%) e vias públicas (2,3%).

O Sudeste destaca-se como a região com o maior número de ocorrências, registrando 36.482 casos, que corresponde a 43,7% do total. Os encaminhamentos e notificações geralmente são feitos para o Conselho Tutelar. Durante os anos do estudo, o órgão público foi acionado em 56.090 casos (34,7%), e em sequência aparecem a rede de saúde (29,4%) e a de assistência social (15,4%).

O estudo aponta que, entre os adolescentes, a faixa etária quem mais sofreu algum tipo de violência sexual foram aqueles entre 10 e 14 anos. 35% das meninas e 41,6% dos meninos afirmam já terem sido violentados mais de uma vez, somando-se ao todo 52.968 adolescentes.

O estupro, o assédio sexual e a exploração sexual são os tipos de violência que mais ocorrem com frequência, sendo o primeiro com 59,6% dos casos, e os outros dois aparecem com 27,4% e 4,2%, nesta sequência.

A própria residência é apontada como o local em que mais ocorrem crimes de importunação sexual, cerca de 63,4% dos casos; as vias públicas aparecem logo em seguida, com 10,5%. Em paralelo como os dados referentes à violência contra a criança, o sexo masculino também se manifesta como maior agressor, em torno de 86% dos acontecimentos.

Nesta perspectiva, a região Sudeste também se destaca, com 39.771 (33,3%) casos, seguida de Norte e Nordeste, com 19,7% e 19,3%, respectivamente. Para esta faixa, os lugares para onde mais são encaminhadas as vítimas de abusos sexuais são o Conselho Tutelar e a rede de saúde, com 30,9% e 30,2%; já a rede de assistência social ocupa a terceira posição, com 17,4%. Os dados são da Associação Paulista de Medicina.

Trouxe estes números para mostrar a realidade em que vivemos. Não se deve desconsiderar que o número de casos notificados aumentou porque as denúncias começaram a aparecer com maior frequência. E isso tem que ser incentivado. Qualquer abuso tem que ser denunciado!

Teremos eleição para o Conselho Tutelar este ano. Que a população eleja pessoas competentes para tratar de assunto tão sério!

Edison Pires

Leia Mais ...

Segunda parcela do décimo terceiro deve ser depositada até dia 19

EUA retiram Alexandre de Moraes e esposa de lista da Lei Magnitsky

Cultura na Praça traz apresentação sertaneja com Alberto e Rafaela neste sábado

Mundo N

Endereço: Rua Santa Cruz, nº434, Sala 3 – Araçariguama, São Paulo.

Contato: contato@mundon.com.br

Diretor e Jornalista Responsável: André Luis Boccato – MTB 06329.

Circulação: Araçariguama, Mairinque, São Roque, Ibiúna e Pirapora do Bom Jesus.

©2025 por Lobbo Hub. Portal de notícias Mundo N é de propriedade da ALB Comunicações LTDA.

bottom of page