Tamanduá flagrado em hotel é resgatado pelo Núcleo da Floresta de São Roque; Tinha machucados e fugia de alagamentos provocados pela chuva
Publicado em:
4 de fevereiro de 2025 às 18:03:00


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Divulgação
O tamanduá-bandeira flagrado por uma câmera de segurança "fazendo check-in" em um hotel no Centro de Pilar do Sul, interior de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (3), foi resgatado pelo Núcleo da Floresta, ONG de São Roque.
Conforme os registros feitos por moradores, o animal também foi visto, passeando pela cidade antes da passagem pelo hotel.
Uma equipe do Departamento de Bem-Estar Animal de Pilar do Sul, com apoio do Núcleo da Floresta, fez o resgate do animal, na noite desta segunda-feira.
Rafael Mana, biólogo responsável pela ONG de São Roque, comentou que o tamanduá estava com alguns machucados e estaria perdido, após as fortes chuvas que atingiram a região e causaram alagamentos.
“O tamanduá provavelmente apareceu na região central da cidade após alguma intervenção no local onde ele estava, por causa da quantidade de chuvas mesmo, e ele acabou se perdendo”, contou.
Após o resgate, o animal foi sedado e transportado para o Núcleo da Floresta, onde passará por exames. “Ele tinha algumas escoriações, a gente não sabe exatamente qual é a origem dessas escoriações, mas estamos fazendo uma avaliação para poder devolvê-lo em total condições ao habitat natural“.
Conforme o biólogo, ainda não há uma data prevista para que o tamanduá seja solto à natureza novamente. “Mas vai ser quanto antes, até porque esse animal nem deve ficar em cativeiro se ele estiver realmente saudável. Então, a gente vai agilizar todos os procedimentos para que a gente consiga fazer o retorno dele o mais breve possível”.
Curiosidades sobre o tamanduá-bandeira
Segundo Rafael Mana, o tamanduá-bandeira é uma espécie ameaçada de extinção. “Ele é sensacional, é um bicho que não tem comparativo com outro animal”.
Caso encontre um tamanduá na rua, o biólogo dá algumas dicas: “Primeiro, não se deve tocar no animal. Ele é muito forte, apesar de parecer e ser um animal muito calmo, muito tranquilo, ele reage muito ao toque”.
“Não se deve prender o animal ou tentar amarrar, conter, abraçar ou segurar o tamanduá, de jeito nenhum! O único risco deles são as garras e essas garras têm uma força absurda e pode realmente machucar seriamente uma pessoa”, afirmou.
Devido à força do animal, o especialista alerta sobre o risco de causar graves acidentes. “É só prender os cachorros, avisar as autoridades e deixar o animal seguir o caminho dele”.
Importância da preservação ambiental
“As pessoas têm que entender que nós estamos invadindo o ambiente dos animais e não os animais invadindo o ambiente das pessoas”, reforçou o biólogo.
Rafael Mana ressalta que qualquer tipo de intervenção ambiental gera um impacto sobre a fauna silvestre. “E essa fauna está tentando sobreviver, está tentando se adaptar a essas alterações e, muitas vezes, eles acabam se perdendo e aparecendo nessas regiões centrais, gerando esse conflito com a população”.
“A população deveria ver isso não com olhos de medo, mas com os olhos de preocupação, porque esses animais são a resposta do meio ambiente, nas intervenções que nós mesmos estamos fazendo”.
Fonte: g1
















