Tá certo ou tá errado? - por Edison Pires
Publicado em:
8 de fevereiro de 2025 às 13:00:00

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Semana agitada a que passou, onde o mais importante não foi ter certeza do que estava certo ou errado no caso do Cemitério Municipal, mas QUEM estava certo ou errado. Após tantos vídeos, denúncias e acusações de todos os lados, apontar de dedos, etc e tal, ainda não foi possível apurar. Quer dizer, eu não consegui apurar porque pelas publicações, todo mundo tinha razão e, ao mesmo tempo, todo mundo estava equivocado.
De tudo o que foi dito e mostrado, pelo o que entendi, a única certeza é que a CETESB autuou a Prefeitura, uma vez que o órgão não havia emitido licença para sepultamentos naquele local. Se eu estiver errado, peço desculpas! Então, concluo que nem todo mundo estava certo ou errado!
Mais uma vez o que vimos foi Araçariguama sendo Araçariguama!
O mais incrível é a participação de apoiadores - de todos os lados - dando seus pitacos no caso. É de se lamentar. No desespero de apoiar o chefe, postavam de tudo, numa demonstração clara de que o importante é criticar o adversário a qualquer custo. Até falando asneiras! E como falaram.
Nem bem o assunto do Cemitério esfriou, o tema que tomou as redes sociais foi a chuva e os estragos que ela provocou. Teve até estrago político. Aqui na empresa, três funcionários faltaram alegando que o ônibus não conseguiu atravessar trechos com lama e buracos. Ele parava cinco quilômetros antes de chegar ao ponto final. Não sei o que aconteceu em outras empresas, mas, por aqui, foi bem complicado!
E, claro, na hora do cafezinho o assunto foi só esse. Nem mesmo a proibição dos celulares dentro das salas de aula foi cogitado. A revolta estava mesmo com os problemas nas estradas e algumas ruas em bairros.
"Na minha rua, mesmo antes dessa chuvarada já tinha problema. Aquela garoa mais forte que caiu alguns dias antes, deixou a subida de casa parecendo sabão", contou um funcionário que mora no Caxambu. Segundo ele, passaram a máquina e a situação só piorou. "Nunca vi passar a máquina e não jogar nenhum material para evitar a lama. O que fizeram foi retirar o pouco de cascalho que tinha, deixando só a terra. Lamentável", disse ele que tem guardado o carro na casa da sogra, conforme contou.
O bom é que nada de mais grave aconteceu. Porém, essa dificuldade de locomoção pode trazer problemas para quem precisa ir ao médico, por exemplo. Como é que fica? Quem esperou 3 ou 4 meses por uma consulta, não vai poder comparecer por falta de transporte? Será que alguém está vendo isso? Não é justo o cidadão ter que passar por mais essa situação, né? Vai ter que entrar na fila novamente? Mais 3 ou 4 meses de espera? E se o paciente não suportar essa demora e apresentar complicações em seu quadro, de quem é a responsabilidade?
Acho que alguns que pertencem à classe política local não perceberam ainda que passou da hora de amadurecer em suas ações, as quais provocam efeitos diretos na população. Essa disputa de "a culpa é sua", não leva a nada, a não ser mostrar que politicamente, pouco avançamos. A posição que certos políticos ocupam, não permite esse tipo de comportamento. Ela não condiz com o que representam, se é que, dessa forma, representam a população como um todo. Incentivar a discórdia para ocultar a sua falta de ação e responsabilidade é tudo o que a cidade não precisa. Muito menos incentivar a discórdia para mostrar a "verdade".
Acho que até agora bem poucos perceberam que Araçariguama, independentemente da política partidária, não para de crescer. Ela avança sozinha, muitas vezes guiada por grupos fora da política.
Pelo andar da carruagem, não vai faltar muito para a população perceber que pode se virar melhor sem a presença da figura política desse naipe, embora a presença do político sério e comprometido com a população seja indispensável!
Para encerrar, o que dizer dos problemas com a falta d'água?
Edison Pires


















