Queda na temperatura favorece surgimento das doenças de inverno
Publicado em:
29 de abril de 2019 às 14:10:32
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Bastam os termômetros baixarem para que os sintomas apareçam: tosse, espirros, dores de cabeça, mal-estar, etc. São sinais ligados às doenças respiratórias, bastante comuns no outono e no inverno. Como em nosso país as estações do ano não são bem definidas, já a partir de abril, esses problemas costumam se manifestar na forma de gripes, resfriados, sinusites, rinites, amigdalites, pneumonias e crises de asma.
A explicação para isso está ligada às alterações climáticas e à queda da resposta imunológica do corpo. “Com a chegada do frio, as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas e em locais fechados, onde há maior circulação de vírus e bactérias. Além disso, o ar fica mais seco, principalmente, em locais com pouca arborização, o que faz com que esses microrganismos e a poluição estejam mais presentes no ar”, explica Dra. Marina Jabur, médica infectologista do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES).
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"Deixar a casa arejada e manter uma rotina de higiene das superfícies são importantes hábitos para evitar as doenças respiratórias", afirma a Dra. [/caption]
Antes de tudo, é preciso saber a diferença entre algumas doenças e como elas agem no nosso organismo. Os resfriados, por exemplo, são causados por vírus e costumam apresentar sintomas leves, como coriza, tosse e febre baixa. Duram, em média, de três a cinco dias e só necessitam de remédios sintomáticos, como analgésicos e antitérmicos. Já, as gripes são causadas pelo vírus Influenza e têm sintomas parecidos com os do resfriado, mas com maior intensidade e grau de complicação, podendo evoluir para pneumonias. A doença pode até matar pessoas com o sistema imunológico fragilizado, como gestantes, idosos, crianças pequenas ou imunodeprimidos.
Por sua vez, as pneumonias são processos infecciosos nos pulmões que causam febre, tosse, falta de ar e precisam ser tratadas com antibióticos. As baixas temperaturas não podem evitar as pneumonias, mas manter-se aquecido, bem como a vacinação na infância, auxilia na prevenção.
Em relação às alergias, são muitas as formas de manifestação, sendo a rinite e asma as mais frequentes. As alergias possuem grau variável de intensidade e precisam de tratamento específico.
Prevenção
É comum, durante o frio, as pessoas fecharem janelas e portas, a fim de deixarem o ambiente mais aquecido. De acordo com a médica infectologista do HES, esse comportamento favorece a concentração de bactérias e vírus. Por isso, o ideal é manter o ambiente iluminado e aberto, destacando o efeito bactericida do sol. “Deixar a casa arejada e manter uma rotina de higiene das superfícies são importantes hábitos para evitar as doenças respiratórias. Além disso, também é recomendado intensificar a higienização das mãos, com água, sabão ou álcool em gel”, a higienização das mãos é a medida de maior impacto para a prevenção das doenças infectocontagiosas, orienta a especialista.
Vale lembrar que, ao tossir ou espirrar, o doente lança no ar milhares de vírus e bactérias, como se fosse um spray. Por higiene e preocupação com o outro, é necessário cobrir o rosto para minimizar esse processo, explica Dra. Marina. “Como as mãos também são um veículo transmissor, o ideal é utilizar o antebraço. Um cuidado simples, que faz uma enorme diferença”, pontua a infectologista do HES.
No caso da gripe, o Ministério da Saúde disponibiliza, gratuitamente, a vacina nos postos de saúde para as pessoas consideradas de maior risco, como idosos, crianças abaixo dos dois anos de idade, gestantes e portadores de doenças crônicas. A vacina também está disponibilizada em clínicas particulares e pode ser tomada por qualquer um, desde que não haja contraindicação. “O vírus da Influenza muda todo ano, por isto é importante vacinar-se sempre. A vacinação é o meio mais eficiente de combater a doença e quanto mais pessoas tomarem a vacina, menor a quantidade de vírus no ar. É preciso ter essa consciência”, esclarece Dra. Marina.

















