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Pedágio free flow ganha consulta de usos no app da CNH do Brasil

Publicado em:
26 de agosto de 2026 às 09:00:00
Pedágio free flow ganha consulta de usos no app da CNH do Brasil
Crédito Imagem:
Divulgação

Quem passa por rodovias com pedágio free flow  agora tem uma nova forma de acompanhar as cobranças. A partir desta segunda-feira (24), o aplicativo CNH do Brasil passou a mostrar as passagens registradas nos pórticos eletrônicos  e indicar ao motorista o canal correto para fazer o pagamento.

A mudança busca resolver uma das principais dificuldades enfrentadas por quem utiliza o sistema: descobrir que houve uma cobrança e, depois, encontrar a concessionária responsável para quitar a tarifa.

A ferramenta reúne informações de rodovias federais e estaduais. Segundo o Ministério dos Transportes, 14 concessionárias já contam com sistemas integrados e homologados.

Como consultar o pedágio no aplicativo

O acesso às informações é feito dentro da área de veículos do CNH do Brasil. O motorista deve:

  • Abrir o aplicativo;

  • Entrar na opção “Veículos”;

  • Selecionar o veículo desejado;

  • Tocar em “Pedágio eletrônico”.

Nesse espaço, aparecem as passagens registradas pelo sistema free flow. O motorista também consegue identificar a concessionária responsável, consultar o valor e acessar o canal indicado para pagamento.


Os registros ficam disponíveis por até cinco anos.

Atenção: o pagamento ainda não é feito diretamente pelo app

Apesar de a ferramenta centralizar as informações, o pagamento ainda não é realizado diretamente dentro do CNH do Brasil.

Neste momento, o aplicativo funciona como uma ponte entre o motorista e a concessionária. Depois de consultar a cobrança, o usuário é direcionado ao canal oficial indicado para quitar a tarifa.


O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o governo poderá criar uma ferramenta de pagamento dentro do próprio aplicativo caso a solução atual não seja suficiente para facilitar a regularização.

Motorista tem até 30 dias para pagar

Para quem não utiliza tag, a passagem pelo pórtico gera uma cobrança que precisa ser regularizada. O prazo previsto é de até 30 dias após a notificação da passagem.

A cobrança não desaparece porque o motorista não recebeu ou não percebeu um aviso na estrada. O free flow funciona justamente sem praça física, cabine ou cancela: câmeras e sensores identificam o veículo pela placa ou pela tag.

A ANTT reforça que a suspensão temporária de multas não significa que o pedágio deixou de ser cobrado. A tarifa continua devida.

Multas estão suspensas durante período de transição

Uma das principais mudanças de 2026 está relacionada às penalidades.

O Contran estabeleceu um período excepcional de 200 dias para a regularização das tarifas de free flow. Durante essa fase de transição, não é configurada a infração de evasão de pedágio pelo simples não pagamento dentro do prazo, conforme as regras estabelecidas na Deliberação 277/2026.

O prazo vai até 16 de novembro de 2026. Depois disso, a regra normal volta a valer para os débitos que não forem regularizados.

A suspensão, portanto, não é um perdão da dívida. O motorista continua precisando pagar a tarifa.

Antes da mudança, o sistema já havia gerado cerca de 3,7 milhões de multas relacionadas ao não pagamento ou ao pagamento fora do prazo, segundo informações divulgadas pelo setor e pelo governo.


Quem usa tag não precisa mudar nada

Para os motoristas que já utilizam uma tag de pedágio, a rotina continua praticamente igual.

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A identificação é feita automaticamente pelo dispositivo instalado no veículo, e a cobrança segue sendo encaminhada à empresa responsável pela tag.

A novidade interessa principalmente a quem passa por um pórtico sem tag, já que esse motorista precisa consultar a cobrança e fazer o pagamento posteriormente.


Golpes continuam sendo uma preocupação

A centralização também pode ajudar a combater um problema que cresceu junto com o free flow: os golpes envolvendo falsas cobranças de pedágio.

Como o motorista precisava, até então, descobrir qual empresa administrava determinado trecho e procurar individualmente o site ou aplicativo da concessionária, criminosos passaram a criar páginas falsas para simular esses serviços.

Em alguns casos, os sites fraudulentos apresentam até informações verdadeiras sobre o veículo para convencer a vítima de que a cobrança é legítima.

Por isso, a nova ferramenta pode trazer mais segurança: em vez de procurar aleatoriamente na internet onde pagar, o motorista poderá consultar a passagem registrada no aplicativo e acessar o canal indicado para aquela cobrança.


Como evitar cair em golpe

Mesmo com a nova funcionalidade, alguns cuidados continuam importantes:

  • não clique em links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mail para pagar o pedágio;

  • desconfie de páginas encontradas em anúncios patrocinados;

  • confira se o site pertence realmente à concessionária;

  • verifique o destinatário antes de fazer um Pix;

  • prefira acessar o canal indicado pelo CNH do Brasil ou pelos meios oficiais da concessionária.

A existência de uma placa, modelo do veículo ou valor aparentemente correto não garante que a cobrança seja verdadeira.


O que é o free flow?

O free flow, também chamado de pedágio eletrônico, elimina as tradicionais praças com cabines e cancelas.

O veículo passa normalmente pela rodovia enquanto pórticos equipados com câmeras e sensores fazem a identificação. A cobrança pode ocorrer por meio de uma tag ou pela leitura da placa.

A tecnologia permite que o motorista não precise parar ou reduzir a velocidade para pagar. Em determinados modelos de concessão, a tarifa também pode ser calculada de acordo com o trecho utilizado.

O sistema vem avançando no país. Só em agosto, a Senatran homologou novos sistemas de free flow, incluindo operações em rodovias de São Paulo e de outros estados.


Uma mudança que tenta deixar a cobrança mais simples

A principal diferença para o motorista, a partir de agora, é ter um ponto central para descobrir se passou por um pedágio eletrônico e quanto precisa pagar.

A mudança não elimina a cobrança nem substitui, neste momento, os sistemas das concessionárias. Mas reduz uma etapa que vinha causando dúvidas: a busca pelo responsável pelo trecho e pelo canal correto de pagamento.

Para quem costuma viajar por diferentes rodovias, a orientação é simples: vale abrir regularmente o CNH do Brasil e conferir se há alguma passagem registrada antes de deixar a cobrança acumular.


Fonte: iG

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