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Os inimigos da água

Publicado em:
25 de março de 2025 às 17:00:00
Os inimigos da água
Divulgação
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Comentário de Ivo Pugnaloni


A cada 11 anos as manchas   solares provocam ciclos de secas e enchentes mais intensas e destrutivas.

Sabendo disso, há mais de 5.000   anos, as civilizações orientais do Antigo Egito, da Mesopotâmia, da China e   dos Vales dos rios Hindu e Ganges construíram enormes barragens, sistemas de   irrigação, cisternas, aquedutos e canais.

Por isso os historiadores as   chamam de “civilizações hidráulicas”.

No Ocidente, Roma, muito mais   tarde, também fez o mesmo: construiu mais de 1000 grandes reservatórios de   água entre os séculos I e IV DC em todo o Império, em especial na Iberia,   Galia, Itália, Egito e Grécia.

Mais do que reservatórios, Roma   construiu imensos aquedutos para trazer cada vez mais água de grandes   distâncias para as suas principais cidades em todo o mundo como o que vi em   Braga, ou “Bracara Augusta”. Por isso, Roma também é considerada por muitos   estudiosos como a primeira Civilização Hidráulica do Ocidente.

Na Amazônia, os geoglifos e as   pesquisas com sistema LIDAR de sondagem aérea estão provando que no lugar da   hoje Floresta Amazônica floresceu uma Civilização hidráulica baseada numa   agricultura abundante intensiva, extensos canais de irrigação e de transporte   de carga.

Um dia no futuro, a História,   não mais feita com a tradução de hieróglifos ou papiros, mas através da   simples leitura de arquivos em pdf, irá contar a “História dos Inimigos das   Águas”.

Como se chamarão no futuro   aqueles que, no Pantanal, no Cerrado, no Pampa, na Amazônia tiveram como   ocupação combater, usando dinheiro escuso e cargos públicos a construção de   reservatórios de água?

“Antes das Grandes Secas, até   mesmo funcionários públicos, muitos deste até mesmo, dentro do judiciário e   do ministério público, valiam-se da ajuda de canais de divulgação pagos com   verbas oficiais e privados para combater a construção de qualquer tipo de   armazenamento de água doce”.

“Verbas vindas do exterior, de   governos estrangeiros, instituições financeiras internacionais e da indústria   do petróleo, subornavam autoridades, jornais, redes sociais, emissoras de   rádio e televisão para acreditar que acumular água era um crime contra a   natureza”.

“Com a ajuda desse dinheiro   vindo do exterior formaram-se associações de cidadãos, que embora honestos e   sem receber nada por isso, faziam combate permanente aos reservatórios de   água e dentre eles, especialmente, eram combatidos com especial fúria, os que   aproveitavam os desníveis da água entre montante e jusante dos depósitos do   curso hídrico para gerar energia elétrica”.

“Toda uma teoria de combate   ideológico foi rapidamente transplantada da Europa e Estados Unidos para o   Brasil, Argentina, Chile e Peru partir do início do século XXI, segundo a   qual as hidrelétricas eram as responsáveis por matança de indígenas e não os   governos militares e civis que as construíram sem o menor respeito aos   direitos humano”.

“Nas escolas até as   universidades, professores formados nos países da Civilização do Petróleo   ensinavam e construíram teses acadêmicas culpando as hidrelétricas até mesmo   pelas secas”

“Técnicos de empresas sediadas   em países que possuíam as maiores indústrias carboníferas do planeta, maior   até do que a chinesa era patrocinadora e orientadora de cursos de extensão,   pós-graduação, mestrado e doutorado focados em combater o uso da força de   gravidade terrestre sobre as águas reservadas para gerar energia, viabilizar   a navegação fluvial, a criação de pescado e moluscos, a fruticultura e a   irrigação por gotejamento das culturas perenes ou sazonais”

“Donos de usinas de geração   termelétrica que usavam petróleo foram na época os principais financiadores   do suborno”.

“Nesta semana, entre os dias 20   e 25 de setembro de 2053, os Museus dos Crimes dos Inimigos da Água de Cuiabá   e de Campo Grande mostrarão documentos a respeito dessa época de escuridão e   queimadas”

“Na próxima semana Rio e São   Paulo estarão no circuito”

Meteorologistas fazem alerta   para o pior cenário de estiagem da história em 2025

O Centro de Monitoramento do   Tempo e do Clima (Cemtec) emitiu um alerta preocupante sobre as condições   climáticas em Mato Grosso do Sul para 2025. O estudo, realizado em parceria   com INMET, ANA e Cemaden, prevê um agravamento da seca, com chuvas abaixo da   média histórica e aumento das temperaturas. Em 2024, o estado já registrou o   ano mais quente em 31 anos, com média de 26,1°C, superando a média histórica   de 24,5°C. Municípios como Ponta Porã, Amambai e Campo Grande registraram   déficit de precipitação superior a 600 mm. Para o trimestre abril-junho de   2025, espera-se condições ainda mais críticas, com alto risco de incêndios   florestais, especialmente nas regiões oeste e sudeste do estado.

LEIA MAIS EM: Campo grande News.

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