Nova Caloi Mobylette elétrica custa menos de R$ 5 mil
Publicado em:
10 de setembro de 2026 às 18:31:00


Crédito Imagem:
Divulgação
A Caloi apresentou uma nova versão elétrica da Mobylette, agora voltada a uma faixa de preço mais baixa. O modelo já aparece em pré-venda por R$ 4.499,10 à vista ou R$ 4.999 a prazo e chega com motor de 500 W, bateria de 500 Wh e velocidade máxima limitada a 32 km/h.
A novidade foi mostrada durante o Shimano Fest 2026, em São Paulo, e resgata novamente um nome bastante conhecido da Caloi. A fabricante ainda não divulgou a ficha técnica completa nem o preço público sugerido oficial, mas revendedores autorizados já começaram a anunciar a nova Mobylette.
O ponto que mais chama atenção está no enquadramento legal. Pelas características divulgadas até agora, o modelo entra na categoria de bicicleta elétrica e pode circular sem CNH, ACC, emplacamento ou licenciamento, desde que siga os requisitos previstos pelo Contran.
Motor de 500 W e até 60 km de autonomia
O novo conjunto elétrico tem 500 W de potência e 65 Nm de torque, alimentado por uma bateria de 48 V e 500 Wh. A autonomia estimada chega a cerca de 60 km, segundo as informações divulgadas no lançamento.
A velocidade máxima é de 32 km/h, justamente o limite previsto pela Resolução 996/2023 do Contran para bicicletas elétricas.
A norma estabelece que bicicletas elétricas podem ter motor auxiliar de até 1.000 W, velocidade máxima de assistência de 32 km/h e funcionamento vinculado ao pedal. Também não podem ter acelerador convencional ou dispositivo manual de variação de potência.
Quando essas condições são atendidas, o veículo fica dispensado de registro, licenciamento e habilitação.
Não basta ter motor de até 1.000 W
Esse detalhe é importante porque nem todo veículo elétrico pequeno está automaticamente livre de CNH.
A classificação depende do conjunto completo de características. Se houver acelerador, se a velocidade original de fábrica superar 32 km/h ou se o projeto ultrapassar os limites definidos para bicicletas elétricas, o veículo pode ser enquadrado como ciclomotor ou até motocicleta. Nesse caso, passam a valer exigências como registro, emplacamento e habilitação.
A própria Resolução 996/2023 determina ainda que bicicletas elétricas em circulação tenham indicador ou limitador de velocidade, campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, espelho retrovisor do lado esquerdo e pneus em condições de segurança.
Nova Mobylette é mais simples que a geração anterior
A proposta também muda em relação à Mobylette elétrica que a Caloi já vendeu anteriormente.
A versão antiga utilizava motor de 350 W, bateria de 36 V e 10,4 Ah e tinha autonomia de até 30 km, com velocidade máxima assistida de 25 km/h. A ficha técnica daquela geração também indicava pneus largos de 20 polegadas e freios hidráulicos a disco.
Agora, a potência sobe para 500 W e a autonomia estimada dobra para cerca de 60 km.
A nova configuração também tenta atacar um dos principais obstáculos das bicicletas elétricas: o preço. Enquanto a linha atual de e-bikes da Caloi tem modelos que passam de R$ 9 mil e chegam a mais de R$ 40 mil, a Mobylette entra abaixo dos R$ 5 mil.
Mercado de elétricos leves cresce no Brasil
A chegada do modelo acontece num momento de expansão desse tipo de transporte.
Segundo dados da Abraciclo citados pelo Terra, as vendas de bicicletas e ciclomotores elétricos que dispensam CNH cresceram 87,2% no primeiro semestre de 2026.
A combinação de custo menor, ausência de combustível e dispensa de documentação ajuda a explicar o avanço principalmente em deslocamentos urbanos curtos.
Fonte: ig
















