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NHEENGATU – O filme estreia nos cinemas brasileiros dia 2 de dezembro

Publicado em:
24 de novembro de 2021 às 18:03:23
NHEENGATU – O filme estreia nos cinemas brasileiros dia 2 de dezembro
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Filme teve estreia mundial no Festival Doc Lisboa onde foi o filme de abertura, e exibição na 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

A língua Nheengatu, ou antiga Língua Geral Amazônica, é uma mistura do tupi, do português e de várias outras línguas indígenas. Uma das línguas mais faladas na região Norte do Brasil até meados do Séc. XIX, ela foi utilizada pelos portugueses, jesuítas e brasileiros como forma de aproximação e catequização dos índios, até Portugal perceber que para reconhecer o Brasil como seu e definir as suas fronteiras teria de o fazer também através da língua portuguesa, banindo assim o Nheengatu. O Nheengatu, no entanto, sobreviveu no norte da Amazônia, na região do Alto e do Médio Rio Negro. Ao longo do tempo, ela continuou sendo usada para catequização e ao mesmo tempo se tornou  a língua materna de muitas populações indígenas, que perderam a sua língua materna com a colonização.  É falada hoje em dia por parte da população das regiões de São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro, noroeste da Amazônia, fronteira com Brasil, Venezuela e Colombia. São Gabriel da Cachoeira, município onde 75% da população se declara indígena, é o único no Brasil que tem três línguas indígenas - Nheengatu, Tukano e Baniwa - reconhecidas como oficiais junto com o Português. NHEENGATU – O FILME Ao longo do Rio Negro, na Amazônia profunda, onde fica a região de São Gabriel da Cachoeira,  o diretor José Barahona e a equipe de filmagem partem numa viagem ao encontro das comunidades indígenas que falam Nheengatu. Tendo a língua como propósito, o filme retrata o encontro entre dois mundos: o da população da floresta com os "brancos", como dizem os índios. História, religião, colonização, escravidão, negociação, política, cultura e invasão  são assuntos abordados ao longo do documentário, que lida com o desafio, por vezes conflituoso, de achar o equilíbrio entre a preservação da cultura e a realidade contemporânea. Fazendo ligação com esta língua misturada, Nheengatu, o filme também usa uma linguagem fílmica mista, onde câmeras diferentes e filmagens feitas com celular pelo índios e pelo diretor se aproximam para construir este encontro.
SINOPSE Ao longo de uma viagem no alto Rio Negro, na Amazônia profunda, o diretor busca uma língua imposta aos índios pelos antigos colonizadores. Através desta língua misturada, o Nheengatu, e dividindo a filmagem com a população local, o filme se constrói no encontro de dois mundos.
PRÊMIOS Melhor Documentário - XXVI Festival Caminhos do Cinema Português, Portugal, 2020 Melhor Filme - 17º CineAmazônia, Brazil, 2020 Melhor Diretor e Melhor Desenho de Som - 15º FestAruanda, Brazil, 2020 Prêmio Etnomatograph - 18º Millenium Docs Against Gravity Film Festival, Polônia, 2021 Outros festivais XXVI Festival Caminhos do Cinema Português, Portugal, 2020 17º CineAmazônia, Brasil, 2020 15º Fest Aruanda, Brasil, 2020 46º Festival Inter. del Nuevo Cine Latinoamericano de la Habana, Cuba, 2020/2021 18º Millenium Docs Against Gravity Film Festival, Polônia, 2021 15º Festival du Film Brésilien de Montréal, Canadá, 2021 Ficha Técnica: Roteiro e direção: JOSÉ BARAHONA Produção: CAROLINA DIAS / REFINARIA FILMES Co-produção: FERNANDO VENDRELL / DAVID & GOLIAS País: Brasil/Portugal Ano: 2020 Duração: 114min Distribuição: Pandora Filmes BIOGRAFIA DO DIRETOR . JOSÉ BARAHONA Formado em Cinema em Lisboa, completou seus estudos em Cuba e Nova York. Seus filmes transitam por um território híbrido em que ficção e documentário se misturam.  Dentre os mais recentes estão “Alma Clandestina” (doc., 2018) e “Estive em Lisboa e lembrei de você” (fic., 2015), apresentados em diversos festivais nacionais e internacionais, como Mostra de São Paulo, DocLisboa, IndieLisboa e Festival de Cinema de Punta del Este, entre outros. Um livro sobre seu filme “O manuscrito perdido” (doc., 2010) foi publicado, com prefácio de Nelson Pereira dos Santos. Está agora iniciando a preparação do longa de ficção “Náufragos”, escrito em conjnto com o escritor angolano José Eduardo Agualusa. FILMOGRAFIA Alma Clandestina, doc., 100min., 2018 Estive em Lisboa e lembrei de você, fic., 81min., 2015 Far from Home Movie, doc, 78min., 2012 O manuscrito perdido, doc. 81min., 2010 Milho, doc. 55min., 2008. A Cura, ficção, 30min., 2007 Buenos Aires Hora Zero, doc., 69min, 2004 Pastoral, ficção, 27min., 2004 Quem é Ricardo?, ficção, 35min., 2004 Sophia de Mello Breyner Anderson, doc., 4min, 2001 Anos de Guerra – Guiné 1963-1974, doc., 57min., 2000 Vianna da Motta, Cenas Portuguesas, doc., 47min, 1999 REFINARIA FILMES Criada em 2002, a Refinaria Filmes produziu recentemente NHEENGATU (doc, 2020, Brasil/Portugal) e ALMA CLANDESTINA (doc, 2018) ambos de José Barahona. Em coprodução com Portugal e França, produziu também RAIVA (fic, 2018) de Sérgio Trefaut e PEDRO E INÊS (fic, 2018) de António Ferrreira. Lançou a ficção ESTIVE EM LISBOA E LEMBREI DE VOCÊ (fic, 2015) de José Barahona em 2016. https://refinariafilmes.com.br DAVID & GOLIAS Fundada em 2002, DAVID & GOLIAS produz longas de ficção e documentais, assim como séries de TV e curtas. Dentre as produções recentes estão VARIAÇÕES (fic, 2019) de João Maia e APARIAÇÃO (doc, 2018) de Fernando Vendrell. http://www.david-golias.com Sobre a Pandora Filmes A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho. Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.
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