Nem Picanha, nem laranja! - por Edison Pires
Publicado em:
1 de fevereiro de 2025 às 13:01:00

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Quando o presidente Lula prometeu, durante a campanha eleitoral, que o povo voltaria a comer picanha, muitos brasileiros viram nessa fala a esperança de dias melhores.
A promessa, carregada de simbolismo, remetia à ideia de que, entre outras coisas, a prosperidade e o poder de compra retornariam às mesas das famílias. No entanto, pra variar, como é de costume no mundo político, com o passar do tempo a realidade vem se mostrando bem diferente e a tal promessa está cada vez mais longe de ser cumprida.
O preço da carne bovina continua nas alturas, tornando a tão sonhada picanha um luxo distante para a maioria da população. Além disso, não são apenas os cortes nobres que ficaram fora do alcance. O aumento generalizado dos preços dos alimentos básicos, como arroz, feijão, café, tomate, cebola até chegar nas frutas, tem colocado os brasileiros em uma situação cada vez mais apertada. E o pior é que muitas famílias estão com a despensa quase vazia e mal conseguem repor o básico.
E como se não bastasse, o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao ser questionado sobre o alto custo dos alimentos, sugeriu que, se a laranja está cara, as pessoas deveriam procurar outra fruta. A declaração soou como um choque de realidade para muitos que já não encontram opções acessíveis nem mesmo nas prateleiras mais populares. Afinal, se o preço da carne impede a picanha, e o preço das frutas impede a laranja, o que resta para o povo brasileiro?
Esse cenário levanta um questionamento crucial: o que foi feito, de fato, para cumprir as promessas de melhoria econômica? O discurso otimista da campanha eleitoral esbarra na inflação persistente e na dificuldade de muitos em garantir uma alimentação minimamente adequada. A sensação geral é de frustração, pois a picanha prometida parece cada vez mais distante, e agora até a laranja virou artigo de luxo.
Para piorar, não se vê - na proporção necessária - o governo se preocupar em diminuir suas próprias despesas cortando gastos desnecessários. Quer dizer, a estrutura de comando do país prossegue mantendo o luxo (viagens e hospedagens são um bom exemplo disso), a fartura e as despesas milionárias com supersalários com auxílios e benefícios que custam milhões de reais, enquanto uma boa parcela da população brasileira que vive do salário mínimo, não sabe se vai ter o que comer amanhã. Fora isso, o governo ainda prossegue com uma estrutura inchada com quase 40 ministérios, além da infinidade de funcionários que atendem as pastas. Um absurdo que consome boa parte do Orçamento só em folha de pagamento, restando quase nada para os necessários investimentos.
Em tempo: Qualquer semelhança não é mera coincidência! Sabemos bem o que é isso!
O brasileiro não pode viver apenas de promessas ou soluções paliativas; precisa de políticas públicas eficazes que garantam o básico à mesa e no seu dia a dia. Enquanto isso não acontece, a sensação é de que as promessas de campanha não passaram de palavras vazias, deixando o povo sem picanha, sem laranja e sem perspectivas claras para o futuro.
Em tempo: qualquer semelhança não é mera coincidência!
O governo enfrenta desafios gigantescos, isso é inegável. Mas quando promessas se tornam inalcançáveis e explicações vazias são lançadas ao público, a confiança se desgasta. Afinal, o brasileiro não quer luxo; quer o básico. Quer picanha? Talvez. Mas o que realmente busca é o direito de viver sem escolher entre a dignidade e a sobrevivência.
Edison Pires



















