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Não é só a lama das estradas - EDITORIAL

Publicado em:
13 de março de 2026 às 18:10:00
Não é só a lama das estradas - EDITORIAL
Divulgação
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O período de chuvas deste ano tem castigado não apenas as estradas, mas, sobretudo, boa parte da população. O problema se torna ainda mais evidente para quem vive nos bairros mais afastados ou em regiões atendidas por ruas e estradas de terra — muitas vezes em pontos distantes do centro, mas também em locais surpreendentemente próximos da área central.

Com o fim do Verão se aproximando e a chegada do Outono no horizonte, cresce a expectativa de que as tradicionais “águas de março” realmente encerrem esse ciclo de precipitações intensas. Ao longo das últimas semanas, o volume de chuvas foi expressivo e deixou um rastro de transtornos e prejuízos para diversos moradores.

A realidade se confirma pelo grande número de mensagens, vídeos e fotos que o jornal GAZETA e o seu portal de notícias MUNDO N (mundon.com.br) têm recebido. O material enviado pelos leitores mostra, de forma incontestável, que a manutenção e a conservação das estradas vicinais ainda figuram entre os principais desafios do município.

As consequências são previsíveis. Em muitos pontos, a circulação se torna extremamente difícil e perigosa; em situações mais graves, o trânsito chega a ser totalmente interrompido. Mas reduzir a questão apenas à lama nas vias seria um erro. O problema vai muito além da mobilidade.

Cada estrada onde veículos atolam, ônibus deixam de circular e moradores encontram dificuldades até para caminhar revela impactos profundos em diferentes áreas da vida pública. Na Saúde, por exemplo, ambulâncias enfrentam obstáculos para chegar até os pacientes, enquanto moradores ficam impedidos de se deslocar até postos de atendimento para consultas, exames ou tratamentos. Na Educação, alunos perdem aulas e o calendário escolar acaba comprometido. Na Segurança, viaturas têm dificuldade para realizar rondas e atender ocorrências.

Há também reflexos na área Social, quando cidadãos deixam de comparecer a atendimentos agendados, seja para retirar uma cesta básica ou acessar benefícios essenciais. Soma-se a isso o prejuízo financeiro provocado por danos em veículos, além do aumento do risco de acidentes. E ainda tem mais: trabalhadores encontram dificuldade para chegar ao emprego, perdem dia de serviço (perdem dinheiro) e ainda correm o risco de demissão. Isso sem falar no prejuízo que o empregador enfrenta com a ausência ou atrasos do funcionário.

Fica evidente, portanto, que não se trata apenas do direito de ir e vir. Trata-se de dignidade, acesso a serviços básicos e qualidade de vida.

As previsões meteorológicas indicam que os próximos meses devem ser marcados por um período mais seco, com menor incidência de chuvas. Este cenário representa uma oportunidade valiosa para que o poder público avance na solução do problema e, também, se atente à necessidade de preparar o setor viário às demandas futuras, com especial atenção ao crescimento habitacional e expansão industrial/logística.

O município é rico. Com o dinheiro bem aplicado e através de ações planejadas, esses recursos serão capazes de viabilizar um programa consistente de pavimentação e manutenção, priorizando os pontos que, ano após ano, voltam a enfrentar as mesmas dificuldades.

Mais do que uma ação pontual, trata-se de um compromisso com a população. É hora de transformar o período de estiagem em um tempo de trabalho efetivo e planejamento.
Cabe aos responsáveis demonstrar sensibilidade e ação diante de uma deficiência antiga e recorrente. O que não dá mais é assistir, ano após ano, ao mesmo filme. Promessas não tiram carro do atoleiro. Discursos não fazem ônibus circular. E improvisos não resolvem problemas estruturais.

A população não precisa de paliativos. Precisa de soluções. E já passou da hora!

Afinal, quando se trata de problemas que afetam diretamente a vida do cidadão, já não há espaço para soluções improvisadas, onerosas, inviáveis e pela metade.

Trata-se de dignidade, acesso a serviços básicos e qualidade de vida

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