Mulher presa por matar animais diz que fez vídeos com finalidade de excitação sexual, mas que se arrepende de zoosadismo
Publicado em:
29 de maio de 2026 às 14:00:00

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Segundo a polícia, Daiana Schuinsekel de Almeida gravava as agressões e vendia o conteúdo em plataformas ara usuários de países da Europa. Empresária foi solta horas depois da prisão.
A empresária Daiana Schuinsekel de Almeida, presa na quinta-feira (28) por maus-tratos e tortura a animais, confessou na delegacia que produziu os vídeos, em que esmaga pintinhos, gatos e coelhos com os pés e as mãos, com a finalidade de excitação sexual. Ela foi solta horas depois.
Em seu depoimento na delegacia, Daiana afirma que produziu os vídeos entre os anos de 2020 e 2021, mas se diz arrependida de ter entrado nesse mercado de pornografia envolvendo animais.
Segundo investigações da Polícia Civil de SP, a empresária vendia os vídeos em comunidades de zoosadismo na Europa por 20 a 50 euros, dependendo do conteúdo. Ela foi denunciada por uma ONG de proteção animal da Bulgária, que procurou a Polícia Federal (PF) brasileira.
A PF, por sua vez, repassou a investigação para a Polícia Civil paulista, que iniciou o processo de identificação da mulher, até prendê-la no bairro da Bela Vista, Centro da capital paulista.
Como não houve flagrante, ela foi liberada. A suspeita vai responder em liberdade pelos crimes de maus-tratos e atos obscenos.
Na casa dela, os policiais apreenderam os sapatos usados nos vídeos de tortura como prova dos crimes atribuídos a ela.
Ela forneceu à polícia a senha dos seus aparelhos celulares e computadores, a fim de colaborar com as investigações.
A advogada Camila Almeida Guilherme, que assumiu a defesa de Daiana, informou que iria se inteirar dos fatos e posteriormente emitir uma nota à imprensa.
A polícia agora quer descobrir se existe uma rede de zoosadistas em São Paulo e no Brasil que comercialize esse tipo de crime na internet.
O que diz a defesa de Diana
A advogada Camila Almeida Guilherme, que assumiu a defesa de Daiana, informou por meio de nota publicada nas redes sociais que a cliente dela "está colaborando com as investigações da Polícia, dando acesso irrestrito para os investigadores em seus celulares, redes sociais e aparelhos eletrônicos".
"Em todo instante, a senhora Diana foi colaborativa com a autoridade policial e os demais policiais. Além disso, prestou esclarecimentos, esteve e estará à disposição da Justiça", afirmou.
"Importante salientar que os fatos não são recentes e há arrependimento profundo sobre todo o ocorrido, tendo abandonado a prática há anos. Por mais repulsa que a conduta da ivnvestigada possa causar, a defesa vem pedir parcimônia das pessoas que comentam nas redes sociais, injuriando, caluniando, difamando, ameaçando. Tais práticas também são consideradas crime no ordenamento jurídico brasileiro".
A advogada também disse que a acusada "neste momento, a investigada busa auxílio psicológico e epsera andamento do processo judicial, seara que lhe caberá a devida pena"
Fonte: g1

















