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Mulher carbonizada com as filhas tinha 'vida normal' e nunca relatou problemas com marido suspeito de incendiar casa, diz irmão

Publicado em:
24 de novembro de 2022 às 12:59:20
Mulher carbonizada com as filhas tinha 'vida normal' e nunca relatou problemas com marido suspeito de incendiar casa, diz irmão
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Dulcilene e as filhas Jhennifer e Luana, em Sorocaba — Foto: Arquivo pessoal

Dulcilene e as filhas Jhennifer e Luana, em Sorocaba — Foto: Arquivo pessoal

A mulher que foi encontrada morta e carbonizada com as filhas de 11 e 13 anos em Sorocaba (SP) tinha uma "vida normal" e nunca havia relatado à família problemas com o marido, que é suspeito de matar as vítimas.

Segundo a polícia, Janiel Soares Gomes, de 37 anos, é investigado por atear fogo na casa da família, com a esposa e as filhas dentro, e cometer suicídio momentos depois, no último dia 16.

Dulcilene Setúbal Batista, de 33 anos, e as filhas Luana Batista Gomes, de 13 anos, e Jheniffer Batista Gomes, de 11, foram enterradas no domingo (20) em Urupês, no noroeste paulista.

De acordo com o irmão de Dulcilene, Cláudio Setúbal, a notícia das mortes chocou a família, pois todos tinham uma boa relação com o suspeito.

"Não tem explicação como isso aconteceu. É uma pessoa que não usava droga, não fazia nada, ia do trabalho pra casa, pra família, nunca bebeu, é o que a gente sabe dele. Então é uma coisa assim sem palavras", afirma o irmão da vítima.
Mãe e filhas morreram carbonizadas em Sorocaba; marido é suspeito de provocar incêndio — Foto: Arquivo pessoal

Mãe e filhas morreram carbonizadas em Sorocaba; marido é suspeito de provocar incêndio — Foto: Arquivo pessoal

Segundo Cláudio, a família deles é de Bacuri, no Maranhão, mas morava há mais de dez anos em Urupês. Há cerca de quatro, Dulcilene, o marido e as filhas haviam se mudado para Sorocaba em busca de mais oportunidades de emprego. Janiel era pedreiro e Dulcilene trabalhava em um mercado na cidade.

"Pelo que eu sabia, eles estavam vivendo uma vida boa. Minha mãe ligava direto pra eles e nunca demonstraram nenhum problema assim. Parece que há pouco tempo, ele [Janiel] chamou minha irmã para voltar ao Maranhão, mas ela não queria ir. Disse que, se ele fosse, ela iria voltar pra Urupês", conta Cláudio.

Apesar da conversa sobre a mudança, Cláudio disse ao g1 que não sabe o que teria motivado o crime. Ele acredita que Janiel matou Dulcilene a facadas, asfixiou as filhas e, na sequência, ateou fogo na casa.

"Foi uma coisa que abalou toda estrutura da família porque somos em 13 irmãos, mas nenhum nunca passou por isso. Pensa numa família unida! Nunca ninguém brigou com ninguém, é uma coisa que acontece na vida e desestrutura a família."

Bloqueou porta com geladeira

Segundo o relato de vizinhos, Janiel usou uma geladeira para bloquear a porta da casa e foi visto saindo do imóvel ao soltar os cães da família na rua, logo depois do crime no bairro Júlio de Mesquita.

"Eu avisei: 'vizinho, seus cachorros estão saindo'. E ele disse 'não, é pra deixá-los andarem, pode deixar o portão aberto'. E aí eu fui pegar a vassoura pra continuar lavando o carpete, e quando olhei pra casa, o fogão em chamas", relatou um vizinho à TV TEM.

Fonte: G1 Tv Tem

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