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Lote de água Crystal com bactéria foi distribuído em São Roque; mais de 75 mil garrafas foram vendidas no interior

Publicado em:
3 de junho de 2026 às 18:11:00
Lote de água Crystal com bactéria foi distribuído em São Roque; mais de 75 mil garrafas foram vendidas no interior
Divulgação
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Mais de 75 mil garrafas de água mineral natural sem gás da marca Crystal, pertencentes ao lote suspenso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por contaminação bacteriana, foram distribuídas para cinco cidades do interior de São Paulo. O recolhimento voluntário foi anunciado na quarta-feira (3) após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto.

Conforme a Mineração Bom Jesus (MBJ), responsável pela fabricação, o lote P 200126 foi envasado em janeiro e comercializado em Sorocaba, Itu, São Roque, Itapetininga e Tatuí, no estado de São Paulo.

O recolhimento voluntário e a suspensão da comercialização foi adotada após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. O lote em específico foi fabricado em Luziânia (GO).

A MBJ faz parte do Sistema Coca-Cola, detentor da marca Crystal, comercializada a partir da exploração de diversas fontes minerais espalhadas pelo país. Saiba como identificar o lote mais abaixo.

Segundo informações encaminhadas pela empresa à Anvisa, além da região de Sorocaba, as garrafas também foram comercializadas em outras cidades e estados. No total, são 374,4 mil garrafas de 500 ml. Confira abaixo:

  • Distrito Federal: 230.443 garrafas;

  • Tocantins: 1.439 garrafas, em Arraias, Combinado e Novo Alegre;

  • Goiás: 66.768 garrafas, em Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás, Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão;

  • São Paulo: 75.750 garrafas, em Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí.

A Brasal Refrigerantes, empresa do Sistema Coca-Cola da qual faz parte a Mineração Bom Jesus (MBJ), informou que reforça o compromisso permanente com elevados padrões de qualidade e segurança, reconhecidos internacionalmente, e que segue cooperando de forma técnica, responsável e transparente com as autoridades competentes.

A empresa também destacou que a marca Crystal é produzida a partir de diferentes fontes de água mineral em todo o território nacional, de acordo com o engarrafador responsável por cada região, todas devidamente licenciadas e fiscalizadas pelos órgãos competentes.

Ainda conforme a nota, a empresa avança nas avaliações necessárias para o completo esclarecimento do caso junto aos órgãos reguladores.

Por fim, a Brasal ressaltou que a medida se refere exclusivamente ao lote mencionado, envasado pela Mineração Bom Jesus (MBJ), não havendo qualquer relação com outros lotes ou produtos da marca Crystal.


Como identificar o lote?

  • O nome do lote é P 200126;

  • Na embalagem vai aparecer: LZ1 VAL 200127 3 P 200126;

  • A validade do lote alvo da medida é 20/01/2027.

⚠️ A marcação do lote e da validade é feita no corpo da garrafa.


Como o consumidor deve agir?

  • Checar se os produtos pertencem ao lote P 200126;

  • Interromper o uso em caso de confirmação do lote;

  • Na sequência, acionar o atendimento ao cliente para substituição ou reembolso;

  • Os contatos devem ser feitos pelo telefone 0800 061 5000 ou pelo e-mailcontato@brasal.com.br.

Segundo a Anvisa, a empresa informou que iniciou imediatamente o recolhimento junto às distribuidoras e estima que cerca de 99,2% das unidades do lote já não estejam mais disponíveis para venda ao consumidor.

O recolhimento envolve o lote P 200126, fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO). A empresa é parte do Sistema Coca-Cola, detentora da marca Crystal, comercializada a partir da exploração de diversas fontes minerais espalhadas pelo país.

Segundo a Anvisa, a empresa informou que iniciou imediatamente o recolhimento junto às distribuidoras e estima que cerca de 99,2% das unidades do lote já não estejam mais disponíveis para venda ao consumidor.


Origem do recolhimento: laudo do Lacen-DF


A investigação começou após uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). A análise laboratorial conduzida pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) detectou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra do produto.

O resultado foi posteriormente confirmado por meio da contraprova prevista nos procedimentos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), dando origem ao Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026.

Com a confirmação, a vigilância sanitária local determinou a interdição do lote e comunicou o caso à Anvisa. Segundo a agência, o produto está em desacordo com a legislação sanitária vigente, incluindo normas que estabelecem os padrões microbiológicos para alimentos e águas envasadas. A empresa afirma que a medida é um "recolhimento preventivo e voluntário".

Em nota divulgada pela Anvisa, a Mineração Bom Jesus informou que realizou uma investigação interna para apurar as possíveis causas da ocorrência e apresentou documentação à agência reguladora.

A empresa também participou de reuniões com representantes da Anvisa e tem colaborado com as autoridades sanitárias durante a apuração do caso.


Fonte: g1

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