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Justiça manda prender homem que vazou autópsia de Marília Mendonça

Publicado em:
28 de setembro de 2023 19:57:00
Atualizado em:
28 de setembro de 2023 19:57:25
Justiça manda prender homem que vazou autópsia de Marília Mendonça
Divulgação
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O autor das imagens ainda foi sentenciado por espalhar registros da corpo do cantor Gabriel Diniz, que morreu em 2019 vítima de um acidente de carro

A Justiça do Distrito Federal condenou à prisão André Felipe de Souza Pereira Alves por vilipêndio a cadáver, por divulgar fotos da autópsia de Marília Mendonça e Gabriel Diniz. O homem ainda foi sentenciado pelos crimes de divulgação de nazismo, xenofobia, racismo contra nordestinos, uso de documento público falso, atentado contra serviço de utilidade pública e incitação ao crime. No total, a pena é de 8 anos de reclusão e 2 anos e 3 meses de detenção.

A decisão foi publicada em primeira mão pelo UOL, mas a coluna também obteve os documentos. Neles, o juiz Max Abrahao Alves de Souza declarou que "a natureza das fotografias expostas e os comentários realizados pelo réu através do seu perfil na então rede social Twitter demonstraram o inequívoco objetivo de humilhar e ultrajar os referidos mortos [...] Após estas considerações, é seguro concluir que o acusado, com vontade livre e consciente, vilipendiou os cadáveres de Marília Dias Mendonça e Gabriel de Souza Diniz".

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A cantora morreu em 5 de novembro de 2021, aos 26 anos, na queda de um avião em Piedade de Caratinga, no Vale do Rio Doce, no oeste de Minas Gerais. A sertaneja viajava para cumprir agenda de shows. De acordo com o relatório inicial da Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave caiu após atingir uma linha de distribuição de energia, perto de uma cachoeira.

Em abril, fotos da autópsia de Marília do inquérito policial vazaram em grupos de WhatsApp. Na mesma semana, a Polícia Civil do Distrito Federal prendeu o suspeito, morador de Santa Maria, no DF, por divulgar as imagens. No interrogatório, André confessou que disseminou o conteúdo criminoso no Twitter — que suspendeu o perfil do acusado com atraso de duas semanas.

No mesmo mês, o MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) denunciou o suspeito, e ele se tornou réu em maio.


* Texto de Lívia Carvalho - Ig

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