Incêndio atinge antigo Mercadão de São Roque e reacende alerta sobre risco estrutural
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10 de fevereiro de 2026 às 15:00:00

São Roque Notícias
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Um incêndio atingiu parte do prédio do antigo Mercadão, localizado na Avenida João Pessoa, em São Roque, na manhã desta terça-feira (10). As chamas se concentraram na parte inferior da estrutura, área que já havia sido comprometida por um desabamento ocorrido em 2021. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil foram acionados e realizaram o controle do fogo mesmo sob chuva. De acordo com os agentes que atenderam a ocorrência, a fumaça liberada no local era considerada tóxica. Não houve necessidade de interdição da via durante o atendimento.
Segundo a Defesa Civil, o imóvel apresenta sérios problemas estruturais e ainda existe risco de novos desmoronamentos. Dentro do prédio foram encontrados colchões e móveis antigos, materiais que facilitaram a rápida propagação das chamas. Embora o espaço esteja oficialmente interditado, o acesso permanece possível, sendo frequentemente utilizado por pessoas em situação de rua. A principal suspeita é de que o incêndio tenha começado após alguma ação no interior do imóvel, atingindo a rede elétrica.
O prédio permanece abandonado desde o desabamento registrado há quatro anos. Um veículo que estava estacionado no local na época do incidente segue no interior do imóvel, já que não foi possível removê-lo com segurança.
Em entrevista ao São Roque Notícias, o prefeito Guto Issa afirmou que a Prefeitura ingressou com ações judiciais para autorizar a demolição da estrutura logo após o desabamento. No entanto, após o processo licitatório, proprietários e antigos lojistas entraram com recursos que impediram a execução do serviço. Em novembro de 2025, a Justiça chegou a autorizar a demolição pelos próprios donos, mas uma nova decisão judicial acabou suspendendo o procedimento após novo recurso.
A administração municipal informou que irá acionar novamente o Judiciário ainda nesta terça-feira (10), solicitando providências urgentes diante do risco iminente de colapso total do prédio. O imóvel acumula dívidas de IPTU e multas, além de estar avaliado em aproximadamente R$ 12 milhões. A área continua interditada por questões de segurança.


















