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Em São Roque, após perder esposa para câncer de mama, marido se dedica à projeto de conscientização sobre a doença: 'Lembrar da batalha dela'

Publicado em:
20 de outubro de 2023 às 20:19:00
Em São Roque, após perder esposa para câncer de mama, marido se dedica à projeto de conscientização sobre a doença: 'Lembrar da batalha dela'
Arquivo Pessoal
Crédito Imagem:

Alexandre Cardoso também liderou uma campanha para educar seus colegas de trabalho sobre o câncer de mama e promover a importância do autoexame, exames de rotina e apoio às pessoas afetadas por essa doença. Alguns deles rasparam a cabeça em solidariedade.

A vida de Alexandre Cardoso, de São Roque nunca mais foi a mesma desde o dia em que perdeu sua esposa, Maria Fabiana Cardoso, para o câncer de mama. O diagnóstico da doença abriu seus olhos para a importância da conscientização e prevenção e, com isso, ele decidiu transformar a dor da perda em uma campanha de conscientização que chegou até a empresa na qual trabalha.

Alexandre liderou uma campanha para educar seus colegas sobre o câncer de mama e promover a importância do autoexame, exames de rotina e apoio às pessoas afetadas por essa doença. A iniciativa resultou em um gesto simbólico de solidariedade: alguns deles rasparam suas cabeças em um ato de apoio e conscientização.

Nesta quinta-feira (19), data em que se comemora o "Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama", o g1 conversou com Alexandre, de 49 anos. Ele contou que a ideia surgiu próximo ao aniversário da esposa, como uma forma de homenageá-la.

“Falei para alguns amigos da empresa que iríamos raspar a cabeça, e eles questionaram o porquê de raspar, aí disse que por causa dela passar pelo tratamento do câncer seria uma forma de lembrar de sua batalha na luta contra o câncer e também pelo fato de outubro ser o mês da Conscientização do Combate ao Câncer de Mama.”

Marido faz campanha contra câncer de mama após perder a esposa para a doença

A campanha foi tomando uma proporção tão grande que chegou ao RH, que abraçou a causa e passou para a diretoria, a qual também gostou da ideia e realizou uma campanha de conscientização dentro da empresa, que com 120 mulheres na área de confecção de roupa de cama e travesseiro.

Durante a ação, Alexandre pôde compartilhar com as mulheres da empresa a história de sua esposa. Além disso, as funcionárias puderam aprender mais sobre o autoexame com profissionais da área da saúde.

“Foi muito gratificante poder passar a todos o que eu e minha filha vivemos nestes quatro anos e poder ajudar outras pessoas falando sobre a importância do autoexame e as precauções da doença”, afirma.

O legado de Maria Fabiana continua vivo dentro de seu esposo e de sua filha, de 24 anos, que inspiram a todos a lutar contra o câncer e espalhar a conscientização. Mesmo com a saudade, o amor que compartilharam permanece eterno, marcando a trajetória de quase 30 anos juntos.

“A minha esposa foi uma pessoa de fé, devoção e muito caridosa, gostava de servir na igreja, de ajudar ao próximo e também moradores de rua. Uma pessoa de grande exemplo de dedicação e batalhadora na luta contra a doença", relata.

Descoberta do câncer


Em 2019, a família deu início a uma jornada que os levaria a um caminho inesperado, marcado por diversas lutas. Tudo começou quando Maria Fabiana Cardoso, aos 43 anos, sentiu uma dor no “osso esterno”, ou seja, no peito, o que levou a família a diversos médicos em busca de respostas.

O primeiro diagnóstico foi dor muscular, mas a permanência da dor fez a família continuar atrás de respostas. Após exames, o médico de Maria Fabiane percebeu no ultrassom um pequeno nódulo na mama direita, menor que um caroço de azeitona.


“Ele achou melhor fazer uma biopsia deste pequeno nódulo e, neste mesmo tempo, passamos em um ortopedista para ver o que era a dor no meio do peito, mas nos exames o médico disse que não daria para saber, então indicou um oncologista.”

E infelizmente a biópsia revelou o diagnóstico doloroso de câncer de mama, acompanhado de metástase óssea, que foi identificado por um exame feito no “osso esterno”.


Assim, em agosto de 2019, Maria iniciou uma jornada de tratamentos agressivos, com quimioterapia e radioterapia. Durante quatro anos, eles enfrentaram desafios, incluindo um derrame pleural, trombose e um carcinoma cutâneo no braço direito.

Em abril de 2023, Maria começou a ficar mais debilitada e fraca. Em maio, a situação complicou e novos exames mostraram uma mancha no cérebro, podendo ser um acidente vascular cerebral (AVC) ou agravamento da doença.

“Internamos ela no sábado e no domingo uma médica da clínica confirmou que era da doença e que não tinha mais o que fazer, foi um momento muito triste onde me vi sem saída a não ser pedir a Deus para que fizesse o que fosse melhor para minha esposa. Passamos a noite de domingo com esperança de que ela saísse desta, mas na segunda, às 8h ela faleceu, descansando de todo esse sofrimento da doença”, relata emocionado.


Matéria Reprodução do G1

Por Maria Fernanda Silva*, g1 Sorocaba e Jundiaí *Colaborou sob supervisão de Júlia Martins

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