EDITORIAL - Menos ataques e mais propostas!
Publicado em:
9 de outubro de 2026 às 16:10:00


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Lula e Flávio Bolsonaro chegam ao segundo turno da eleição para Presidente da República com uma responsabilidade que vai muito além da disputa pelo poder. Ambos terão, agora, a obrigação de mostrar ao eleitor que estão preparados para discutir o Brasil que pretendem governar.
Os dois participarão de debates no segundo turno. No domingo, 11 de outubro, na Record, e no dia 18, na Band. Diferentemente do que ocorreu antes do primeiro turno, quando a participação de ambos em debates foi marcada por ausências e controvérsias, desta vez os dois confirmaram presença.
A torcida é para que eles realmente aconteçam!
A campanha presidencial – e qualquer outra, até mesmo a municipal - não pode continuar sendo uma sucessão de acusações, provocações e ataques. O Brasil é maior do que isso. E os problemas brasileiros são sérios demais para serem tratados como munição de campanha.
O eleitor não precisa apenas saber o que um candidato pensa do outro. Precisa saber o que cada um pretende fazer quando estiver sentado na cadeira de Presidente.
É preciso explicar propostas. Apresentar prioridades. Mostrar números. Apontar de onde sairão os recursos. Dizer quais programas serão mantidos, quais serão modificados e quais serão criados. E, principalmente, explicar como transformar promessas de campanha em ações concretas.
O cidadão também merece respostas quando houver acusações. Mas não quer assistir a duas horas de ataques pessoais enquanto questões fundamentais para o futuro do país permanecem sem resposta.
Críticas fazem parte da democracia. Divergências também. Acusações, quando necessárias e devidamente fundamentadas, podem e devem ser esclarecidas. Mas o eleitor brasileiro merece mais do que isso.
Merece saber o que os dois candidatos pretendem fazer pelo Brasil e pelos brasileiros. E os dois têm a obrigação de responder.
Fugir do debate é para quem não tem o que mostrar, mas, por outro lado, tem muito a esconder!
Os problemas brasileiros são sérios demais para serem tratados como munição de campanha















