EDITORIAL - Círculo Vicioso
Publicado em:
30 de outubro de 2026 às 12:00:00


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Divulgação
A chuva não pode continuar sendo a eterna desculpa para um problema estrutural que afeta a vida cotidiana dos moradores de Araçariguama. É de conhecimento de todos que precipitações constantes dificultam os trabalhos de manutenção e recuperação viária, seja aqui ou em qualquer outra cidade. No entanto, o que a população vive nas ruas e estradas de diversos bairros do município supera a questão de chuva: trata-se do retrabalho constante e da falta de soluções duradouras.
O cenário é repetitivo e alarmante. Locais que recentemente receberam intervenções e reparos voltam a apresentar os mesmos buracos, lamaçais e acúmulo de água em questão de semanas ou dias. Esse ciclo infindável traz prejuízos diretos a quem precisa se locomover. Sejam pedestres equilibrando-se ao meio fio ou nas grades de residências ou empresas, ciclistas expostos a riscos graves de queda, ou condutores de carros, motos, ônibus e caminhões que enfrentam danos mecânicos constantes e acidentes iminentes, o impacto diário é inevitável.
Garantir vias trafegáveis e seguras é um dever fundamental do poder público e um direito básico de cidadania. O dinheiro do contribuinte investido na manutenção urbana não pode ser consumido por soluções paliativas que se desfazem na primeira chuva mais forte. É indispensável que haja um cuidado maior com a utilização de materiais de qualidade e fiscalização adequada dos serviços executados, para que as intervenções resistam ao tempo e ao uso.
A população de Araçariguama não exige o impossível — compreende-se a complexidade do período chuvoso. O que se cobra é eficiência, respeito ao orçamento municipal e o fim de um círculo vicioso em que a cada chuva o município parece retornar ao ponto de partida. Mobilidade urbana com qualidade e segurança é prioridade, não um privilégio acessível apenas em dias de sol.
O dinheiro do contribuinte não pode ser consumido por medidas paliativas
















