EDITORIAL - Brasil decide entre a mudança e a continuidade
Publicado em:
23 de outubro de 2026 às 16:00:00


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O Brasil chega a este domingo, 25 de outubro, ao 2º turno de uma das eleições presidenciais mais disputadas desde a redemocratização. De um lado, a expectativa de mudança representada por Flávio Bolsonaro; do outro, a possibilidade de continuidade do governo do PT, com Luiz Inácio Lula da Silva buscando um quarto mandato presidencial. Mais do que escolher um nome, o eleitor decidirá qual caminho deseja para o futuro do país.
A campanha foi marcada por uma polarização intensa. O debate político, que deveria ser uma oportunidade para apresentar ideias, discutir prioridades e comparar projetos, acabou muitas vezes reduzido à troca de acusações, à exposição de denúncias e ao recorrente apontar de dedos. Sobrou confronto e faltou, em boa medida, o debate consistente sobre propostas capazes de responder aos problemas reais da população.
No entanto, nenhuma escolha deve ser feita apenas pelo entusiasmo com um candidato ou pela rejeição ao outro. O voto movido exclusivamente pela paixão política pode impedir uma análise mais cuidadosa dos resultados, das propostas e das condições concretas de governar. Democracia não é torcida organizada, tampouco uma disputa em que o adversário precisa ser tratado como inimigo.
O resultado das urnas terá peso significativo, independentemente de quem saia vencedor. Se houver mudança, caberá ao novo governo demonstrar que é capaz de transformar expectativas em ações, respeitar as instituições e apresentar resultados. Se prevalecer a continuidade, a responsabilidade será igualmente grande: dar respostas aos problemas que permanecem, corrigir falhas e demonstrar que a confiança renovada nas urnas foi justificada.
Neste domingo, o eleitor terá a palavra final. Que a decisão seja tomada com consciência, memória, análise e responsabilidade, e não apenas sob a influência de ataques, temores ou promessas. A eleição é uma oportunidade de escolher caminhos, mas também de reafirmar o valor da democracia.
Democracia não é torcida organizada!
















