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EDITORIAL - Prefeitura, Câmara, Ministério Público e Polícia Civil: força-tarefa que deve trazer uma resposta à sociedade
Publicado em:
19 de março de 2022 às 16:34:03
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EDITORIAL
A utilização indevida do cartão merenda – o qual caracteriza crime e até mesmo roubo do dinheiro público - expõe uma realidade que mostra como assuntos relevantes podem e devem ser tratados, até mesmo de forma pouco convencional.
O caso, que já era de conhecimento de considerável número de pessoas, ganhou notoriedade ao ser divulgado pelas redes sociais com o anúncio de denúncias protocoladas no Legislativo Municipal e no Ministério Público. A dupla surpresa ficou por conta da manifestação da Prefeitura que afirmou já estar tratando do assunto há mais de um mês, e de maneira sigilosa.
O fato, é que o episódio marca três importantes momentos: o da denúncia pública, deixando claro que há parcela da população atenta ao que está ocorrendo no município, principalmente quando envolve dinheiro público; a segunda, que mostra o Poder Público Municipal se empenhando, neste caso até se adiantando, nos trabalhos para identificar culpados pela ocorrência de fatos que prejudiquem e tragam prejuízos ao município, e, a terceira, e não menos importante, a criação de uma CPI pela Câmara de Vereadores para apurar o caso. Tudo isso com o respaldo do Ministério Público e da Polícia Civil, que compõem a força tarefa de peso e muito significativa.
Porém, pelo menos neste caso em particular, o anúncio da denúncia, num primeiro momento, parece ter ocorrido numa hora não muito positiva para as investigações do caso, “por alertar os infratores e comprometer o trabalho policial que já vinha ocorrendo”, segundo o Prefeito.
É compreensível, com certeza, uma vez que, para o trabalho sigiloso, isso foi um grande contratempo. Como é compreensível também, que isso não pode ser motivo para interromper ou arrefecer as investigações. Trazer a público o assunto, não significa que todo o trabalho realizado até aquele momento tenha sido em vão. Até porque, novas evidências podem ser somadas à tarefa elucidativa.
Além disso, é certo que o trabalho da polícia deve ter avançado desde que a Administração Municipal levou o caso ao DEIC de Sorocaba. Então, com certeza, devem haver elementos e indícios que estão definindo as linhas de investigação, até mesmo com nomes de alguns suspeitos, modo de agir, participações internas e externas, entre outros detalhes.
A CPI composta na terça-feira, 15, vem mostrar o comprometimento da Casa de Leis nos assuntos de relevância para o município e, pelos pronunciamentos dos edis, a participação do legislativo será contundente e incisiva, fazendo prevalecer o jargão “doa a quem doer”.
Não é necessário ensinar o “Padre Nosso ao Vigário”, pois todos sabem da sua responsabilidade e da devida participação para que este caso seja esclarecido e, assim, os responsáveis punidos.
Dar a devida resposta à sociedade, nunca foi tão importante!
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