Chuva, buraco e lama! Parte II - por Edison Pires
Publicado em:
5 de junho de 2026 às 12:50:00

Divulgação
Crédito Imagem:
Na semana passada, quando publiquei minha coluna tratando sobre a manutenção de estradas, recebi elogios e também algumas mensagens onde alguns leitores – ao invés de defenderem o que é certo preferem defender o que está errado por pura conveniência -, criticaram e sugeriram que “se é tão fácil manter as estradas em boas condições como eu disse, eu deveria fazê-lo”.
Bom, em primeiro lugar, não ocupo e não pretendo ocupar nenhum cargo dentro de qualquer administração municipal. Em segundo lugar, eu tenho razão no que digo. E terceiro, se existem pessoas encarregadas de fazer um bom serviço e não o fazem, isso não é culpa minha!
Dizem que uma imagem vale por mil palavras. Então, busquei essa imagem para mostrar que, quando há realmente interesse em se fazer algo, ele se concretiza.
A foto que ilustra esta matéria é de trecho da Estrada do Butantã. O amigo leitor pode observar que se trata de estrada de terra e que está em perfeitas condições de uso. Aliás, o capricho na manutenção é tão grande, que um caminhão pipa molha a via para evitar poeira. Faça sol ou faça chuva, o trânsito de veículos não é interrompido. Não existe a necessidade de descer do ônibus e empurrar para tirá-lo do atoleiro e, muito menos, seguir o resto do caminho a pé.
Esse trecho da estrada, que começa no Bairro da Lagoa e depois vira à esquerda, ruma ao distrito de São João Novo, é mantido por empresa que opera ali próximo. E, claro, ela tem todo interesse em manter a via em bom estado de uso para não atrapalhar o fluxo dos caminhões que para lá seguem.
Alguns podem dizer: “Ah, mas é uma empresa que tem dinheiro e pode fazer isso!”. Sim, concordo. Mas diferente de uma prefeitura, a empresa visa lucro (em dinheiro) e, assim, com planejamento e visão administrativa, ela até gasta para ganhar mais. Na verdade, ela investe, não gasta! Já uma prefeitura não deve visar lucro em dinheiro, mas, sim, o melhor atendimento à população que gere qualidade de vida. Cada centavo que entra no caixa, não precisa voltar como lucro financeiro. Ele tem que ser aplicado e gerar benefícios.
Uma empresa, seja ela do porte que for, até mesmo um simples comércio da cidade, gera despesas (compra de material, estoque, colaboradores, impostos, investimentos, etc e tal) para operar, ter lucro e crescer. Já com a prefeitura é diferente. O dinheiro entra através de impostos, IPTU, IPVA, repasses, convênios. Ou seja, não há gasto para que os recursos venham mensalmente. E o que ela tem que fazer é somente aplicar todo o dinheiro com responsabilidade e bom senso, para gerar benefícios à coletividade. Deve administrar, sem jogar dinheiro pelo ralo!
Então, quando digo que é possível fazer o que deve ser feito, não estou especulando, principalmente em se tratando de uma cidade igual a nossa, com uma arrecadação invejável e que a coloca na elite econômica nacional.
Os municípios com orçamentos reduzidos, que publiquei na semana passada, são destaque no Brasil inteiro por fazerem o que tem que ser feito. Simples assim! Se eles conseguem, é porque é possível. E tem mais uma coisa importante: mostram que dinheiro não é tudo!
Então, ao invés de criticar, vamos cobrar resultados, vamos avançar, buscar uma vida melhor. É mais inteligente!
Edison Pires

















