Caso Heloá: Jovem preso confessa ter matado menina de 11 anos em Piedade
Publicado em:
19 de fevereiro de 2020 às 19:13:37
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Elivelton Santos Furtado, de 22 anos, preso na sexta-feira, 14, no município de Tapiraí, confessou à polícia ter matado a menina Heloá Pereira, de 11 anos, a facadas na Zona Rural de Piedade. O crime aconteceu no dia 19 de dezembro de 2019.
De acordo com as informações, Elivelton estava andando na beira de uma estrada entre os municípios de Pilar do Sul e Tapiraí quando foi abordado por uma equipe da Polícia Militar. Ao ver os policiais, o jovem tentou se evadir do local pulando uma cerca mas foi detido e reconhecido. No dia 21 de dezembro de 2019 a Justiça havia decretado a prisão temporária do foragido.
Na delegacia, Elivelton confessou a autoria do crime. O Portal G1 obteve com exclusividade trechos do depoimento do jovem. "Deitei ela [Heloá] na cama e segurei o pescoço dela com a mão e ela desmaiou uma vez. Nesse momento, eu baixei a calça dela quando ela acordou de uma vez e tinha uma faca lá, e fiz o que fiz. Coloquei ela no lençol e levei ela no buraco", disse.
Ele admitiu o crime e afirmou que mantinha relação de amizade com família da vítima. Segundo o registro, no dia anterior ao homicídio ele esteve em um bar no bairro Douradinho, em Piedade, com colegas e o pai da vítima. O investigado contou que fez uso de álcool e crack e voltou para casa por volta das 22h30. Durante a noite, Elivelton fez uso de drogas em seu quarto e de manhã viu o pai da criança saindo de casa.
Em seguida, invadiu a casa com a intenção de furtar o valor que seria o 13º salário do pai de Heloá. A porta do imóvel, conforme o relato, estava encostada. No entanto, um barulho fez a vítima acordar e gritar ao ver o rosto dele encoberto. Conforme o depoimento, o jovem golpeou a criança e a levou desmaiada para o quarto dele, onde o crime ocorreu.
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O local onde o corpo da vítima foi encontrado. Foto: Divulgação/Polícia[/caption]
Após colocar o corpo de Heloá em uma fossa desativada nos fundos de sua casa, local próximo da casa da vítima, Elivelton contou que ainda voltou para seu quarto e tentou limpar as paredes e o chão com um lençol. O investigado frisou em interrogatório que não foi ajudado por ninguém.
Em determinado momento o pai de Heloá foi até a casa do vizinho e, sem desconfiar, pediu ajuda para procurá-la. Contudo, Elivelton decidiu fugir quando a polícia começou a usar cães farejadores nas buscas.
Antes de se esconder, o indiciado disse que deu um abraço na mãe dele, mas não falou sobre o crime. Durante o tempo em que esteve foragido invadiu casas desabitadas e comia frutas. O jovem chegou a deixar bilhetes na lavoura de seu tio. Ele dizia nos recados que queria conversar com o irmão para pedir perdão e ajuda para se entregar.
O crime
O corpo de Heloá foi encontrado na sexta-feira, 20 de dezembro, por um vizinho, irmão de Elivelton, em uma fossa desativada nos fundos de sua casa que é próxima a residência da menina.
Segundo o laudo pericial, ela tinha 18 marcas de facada no tórax e nas costas, ferimentos na cabeça e sinais de estupro. A morte por hemorragia interna foi constatada no laudo necroscópico, divulgado em janeiro deste ano.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no dia de seu desaparecimento, Heloá ficou sozinha em casa por aproximadamente meia hora para que seu pai, Robson Pereira, que é motorista, fosse buscar o caminhão que usa para trabalhar. Conforme o registro, a menina ficou dormindo no quarto. Quando Robson voltou para busca-la e lavá-la para a casa da avó paterna, constatou que a criança não estava em casa.

















