Câmara de São Roque vota hoje Resolução que pode abrir processo de cassação do vereador Guto Issa
Publicado em:
27 de julho de 2020 às 13:30:31
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À esquerda o vereador Guto Issa, e à direita, o vereador Marquinhos Arruda. Foto: Divulgação[/caption]
A sessão da Câmara Municipal de São Roque que acontece hoje, dia 26, deve votar o Projeto de Resolução 14/2020 que, se aprovado, deve instaurar Comissão Especial de Ética para apurar denúncia de quebra de Decoro Parlamentar praticado pelo vereador Guto Issa. A sessão tem início às 14h00 e será transmitida ao vivo pelo site mundon.com.br.
O autor da denúncia vereador Marquinhos Arruda, afirma que Guto Issa cometeu decoro ao anunciar em jornal e redes sociais, que havia conquistado material para combate e proteção à Covid-19 (EPI’s entregues à Prefeitura, consultoria de gerenciamento de crise e equipamentos para a Santa Casa) doados pelo Instituto Votorantim. Em 18 de junho, a denúncia foi protocolada na Secretaria Administrativa da Câmara Municipal.
O vereador Guto Issa justifica sua afirmação dizendo que, ao saber que o grupo Votorantim iria doar cerca de cinquenta milhões de reais para auxiliar municípios no combate à Covid-19 fez contatos com o grupo e viabilizou a parceria. “Tenho tudo documentado desde o primeiro contato. A denúncia não tem fundamento e estou sofrendo perseguição política por ser pré-candidato a Prefeito”, disse em live divulgada no domingo à noite.
Os vereadores Alacir Raysel (Relator), Maurinho Góes e Rafael Tanzi compõem a Comissão de Exame da Denúncia. O Relator apontou para que a discussão fosse levada ao plenário e o mesmo decida ou não pela constituição de uma Comissão Especial de Ética que, ao término dos trabalhos pode colocar em votação o pedido de cassação do vereador Guto Issa.
A reportagem entrou em contato com o vereador Marquinhos Arruda na manhã desta segunda-feira. Ao MUNDO N, o parlamentar disse que cumpriu com a sua obrigação que é de fiscalização. "Deixo claro que nem eu e nem outro vereador foi atrás de nada, e sim, a Câmara foi notificada por e-mail pelo Instituto Votorantim afirmando que o vereador havia faltado com a verdade. Diante da situação, eu pedi para que isso fosse investigado. Quero apenas que a Câmara apure, a mentira não pode virar hábito dentro do Plenário, seja qual for o vereador ou partido", relatou.
Arruda também informou que "até agora a Comissão de Inquérito entendeu que o vereador faltou com a verdade e isso, diz no Código de Ética, é gravíssimo. Ele não está respondendo por nada que alguém fez a ele, e sim, o que ele mesmo fez. Todo aquele que está respondendo um processo, um inquérito, tem o direito amplo de defesa, então, ele vai poder provar sua inocência ou não e que, ao meu ver, já não provou. Espero que isso não fique impune", ressaltou o vereador que não poderá participar da votação e no seu lugar quem assume a cadeira é o suplemente Donizete Carteiro. "Não tive contato algum com o Donizete, o mandato é dele e ele faz o que bem entender", concluiu o parlamentar.
O MUNDO N também conversou com o vereador Guto Issa sobre a votação da Resolução, o parlamentar disse que está absolutamente tranquilo. "Fiz um trabalho típico de vereador e divulguei com alegria para a população no momento em que ela mais precisava, trazendo com a nossa atuação, EPIs para a proteção aos profissionais de saúde. Estou absolutamente tranquilo e confio no juízo e bom censo dos vereadores", concluiu.

















