Araçariguama: Estudo comprova que cidade apresenta maior índice de migração na região
Publicado em:
9 de setembro de 2023 às 09:30:00


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Entre os anos de 2010 a 2022, o aumento populacional paulista se manteve devido ao saldo vegetativo - diferença entre os números de nascimentos e óbitos -, visto que o saldo migratório - diferença entre entrada e saída de habitantes - foi negativo, de acordo com estudo da Fundação Seade - Sistema Estadual de Análise de Dados -, com base nas estatísticas do Registro Civil e nos resultados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As estimativas para os saldos migratórios dos municípios paulistas indicam que, entre 2010 e 2022, 295 deles apresentaram valores positivos e 350 negativos, ou seja, em mais da metade dos municípios paulistas as saídas superaram as entradas de migrantes.
No entanto, na contramão da maior parte do território paulista, a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) - a qual Araçariguama pertence - teve saldo migratório positivo entre 2010 e 2022 de 5,79 pessoas por mil habitantes. O município que mais recebeu moradores no período foi Iperó - 14,98 por mil habitantes -, seguido de Capela do Alto - 14,01 por mil habitantes. Salto ficou em terceiro lugar na RMS, com 13,38. Na sequência, vêm Alambari - 13,06 - e Boituva 11,39.
Araçariguama
Num comparativo com a região que recebe a cobertura do portal de notícias MUNDO N (mundon.com.br), site do jornal GAZETA de Araçariguama, composta pelos municípios de Araçariguama, São Roque, Mairinque, Alumínio, Ibiúna, Vargem Grande Paulista e Pirapora do Bom Jesus, Araçariguama é a cidade que registrou maior número de migrantes. Foram 7,82 para cada mil habitantes no período de 2010 a 2022, segundo o SEADE com base em números do IBGE. Isso vem confirmar a tendência que se acompanha desde os primeiros anos pós emancipação.
A região tem ainda uma peculiaridade: no mesmo período, a cidade de São Roque registrou maior saída de habitantes do que chegada. Foram 4,56 pessoas para cada mil habitantes. Alumínio e Ibiúna também registraram queda: -5,27 e -3,22 respectivamente.
Entenda
A socióloga e pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Érica Regina Silva, ouvida pelo G1, afirma que esse movimento de pessoas de uma cidade para outra ocorre por diversos fatores. "A taxa de migração tem muito a ver com as propriedades, com a economia e com os movimentos de trabalho. Toda vez que a gente vê fluxo migratório, eles estão muito relacionados com a questão da economia, da produção e do mercado em si."
Ela diz que praticamente todas as cidades que apresentaram aumento nesse tipo de taxa também tiveram crescimento exponencial. A especialista comenta ainda que esse movimento começou na década de 1960, com consolidação em 1980, no fluxo de pessoas da zona rural para a urbana.
As taxas de migração são utilizadas para dimensionar o impacto do saldo migratório no volume da população de uma determinada área, ou seja, quantas pessoas saem ou entram na cidade em um determinado grupo de habitantes.
















