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Araçariguama: Aluna especial tem atendido o direito de assistir aulas dentro da sala

Publicado em:
26 de abril de 2025 às 10:00:00
Araçariguama: Aluna especial tem atendido o direito de assistir aulas dentro da sala
Crédito Imagem:
Divulgação

Na tarde da 3ª feira, 22, a mãe de uma aluna especial matriculada na Escola Estadual Humberto Victorazzo, entrou em contato com a Redação do jornal GAZETA e do site MUNDO N (mundon.com.br), informando que após uma longa espera a jovem começaria a frequentar as aulas na 4ª feira, 23.

Ela agradeceu pela reportagem publicada na 4ª feira, 16, que segundo ela, colaborou para que o problema fosse resolvido mais rapidamente. A mãe contou que desde o início do ano letivo esperava por uma resposta para que sua filha pudesse participar das aulas do 1º ano do ensino médio, onde está devidamente matriculada. A escola não autorizava que a jovem – por ser especial - participasse das aulas dentro da sala sem a companhia de uma Auxiliar, seguindo determinações legais. O problema é que a unidade escolar não dispunha de tal profissional e, portanto, a menina foi orientada a assistir as aulas do corredor, o que causou indignação na família da jovem.

Porém, o drama chegou ao fim: “A escola me chamou. A partir de amanhã (23/04) ela vai estudar. Auxiliar dela vai ficar dentro da sala. Obrigada, Deus abençoe!”, agradeceu a mãe pela veiculação da matéria.


Relembre o caso

Na quarta-feira, 16, a mãe de uma aluna especial matriculada na Escola Estadual Profº Humberto Victorazzo, procurou o jornal GAZETA para relatar o problema que vinha enfrentando para que a jovem pudesse frequentar as aulas.

Naquela data, a mãe apresentou o seguinte relato: “Sou mãe de uma adolescente cadeirante de 16 anos, que não possui movimento no braço esquerdo e apresenta CID F06 (usa fraldas e tem crise convulsiva). Era para ela estar cursando o 1° colegial (1º ano do Ensino Médio) na Escola Estadual Humberto Victorazzo em Araçariguama, no entanto, até agora ela foi impedida de assistir às aulas porque a escola alega não possuir Auxiliar de Sala”.

Indignada, a mãe continuou sua narrativa: “Fui lá, conversei, apresentei todos os laudos, e a escola ofereceu uma cuidadora para acompanha-la só que, segundo a escola, cuidadores não podem ficar dentro de sala de aula, portanto propuseram que minha filha teria que ‘assistir’ as aulas do corredor junto com a cuidadora, o que além de humilhante, deve ir contra a Lei de inclusão e acessibilidade”, desabafou.

Ela seguiu: “Eu já comprei todo o material escolar dela, comprei o uniforme da escola só que até agora ela não pode comparecer às aulas devido a esse impasse. Cobro um posicionamento da escola, mas eles dizem que tenho que aguardar porque já passaram a situação para a Secretaria Estadual de Ensino e estão esperando uma reposta. Já estamos em abril e até hoje minha filha não pode assistir uma única aula”. A mãe concluiu: “Minha filha conversa, interage com os outros alunos, ela só não anda e precisa de uma auxiliadora. Todos os dias ela me pergunta quando vai poder ir para a escola”.

A mãe contou ainda, que durante o período em que sua filha estudou na rede municipal de ensino, não teve problemas: “Na municipal ela teve todo o recurso, teve a auxiliar dela, teve banheiro adaptado e sala de descanso”.


O que disse o Estado

De posse das informações a reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado da Educação, a qual enviou a seguinte nota: “A promoção de políticas públicas inclusivas e o apoio sistemático aos alunos da educação especial são compromissos da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP). A estudante conta com Atendimento Educacional Especializado (AEE) no contraturno, sob a orientação de docentes especializados e um Profissional de Apoio Escolar - Vida Diária (PAE-AVD), que auxilia na alimentação, locomoção e higiene, além dos professores do projeto Ensino Colaborativo, que são responsáveis pelo alinhamento entre os educadores do turno e contraturno, execução do plano pedagógico e avaliação das conquistas de aprendizado. 

A unidade escolar e diretoria de ensino de São Roque estão à disposição para esclarecer eventuais dúvidas sobre o atendimento”, encerra a nota.

A reportagem perguntou sobre a orientação para que a aluna assistisse às aulas fora da classe, ou seja, do corredor, o que vinha causando indignação na família da estudante.

Sobre o assunto, a Secretaria não se manifestou.

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