Ambientalistas sugeriram expansão do Instituto Butantan para Araçariguama
Publicado em:
21 de agosto de 2025 às 18:40:00

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Após críticas de ambientalistas, o Instituto Butantan, na zona oeste de São Paulo, apresentou um novo projeto de expansão e se comprometeu a reduzir de 6.629 para 1.700 a quantidade de árvores a serem suprimidas para ampliar a fábrica de produção de vacinas, soros e medicamentos. Uma nova lei de zoneamento foi aprovada nesta semana para viabilizar a obra.
O novo projeto cita que a expansão do instituto será vertical. O Butantan explicou, em audiência na Câmara de São Paulo, que o complexo fabril será construído em áreas já ocupadas por edificações, o que reduz a necessidade de desmatamento das mais de 6 mil árvores. Com a verticalização, cai a necessidade de ocupação de novos espaços. Proposta do instituto é de que sejam construídas seis unidades fabris, de até 48 metros de altura, no novo complexo. O novo projeto, já aprovado em 1º turno, mudou o zoneamento de parte da área que abrange o Butantan, aumentando o limite de altura de novas construções de 28 metros para 48 metros.
Segundo o Butantan, a área onde serão construídos os novos prédios tem pouca vegetação e concentra, em sua maioria, espécies invasoras.
Mesmo com a proposta da redução de derrubada de área verde, o projeto é questionado por entidades do meio ambiente e por moradores do bairro do Butantã, que não se colocam contrários à ampliação da produção de vacinas. Porém, o grupo denuncia que a vegetação é patrimônio histórico do estado e não pode ser suprimida. Argumentam que as árvores fazem parte de uma área remanescente de Mata Atlântica e que o plantio de novas mudas (o Butantã se compromete em plantar 9 mil árvores como compensação ambiental) não é suficiente para compensar o impacto ecológico da derrubada das árvores.
Eles dizem que além do dano ambiental, ainda tem o risco de contaminação, uma vez que não se trata de uma atividade industrial com baixo risco ou impacto ao entorno residencial. Por sua natureza, a atividade gerida pela Fundação Butantan implica em risco biológico à comunidade e deveria ser expandida para local de menor exposição humana. Alguns chegaram a sugerir que a nova fábrica fosse construída em Araçariguama, em área já pertencente ao Instituto.
Porém, as novas unidades fabris serão mesmo construídas na Capital.




















