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A pedido de moradores, reportagem percorre trecho da Estrada Imperial no Santaella e registra dificuldades e desafios diários

Publicado em:
30 de outubro de 2026 às 16:55:00
A pedido de moradores, reportagem percorre trecho da Estrada Imperial no Santaella e registra dificuldades e desafios diários
Crédito Imagem:
GAZETA / MUNDO N

Na sexta-feira, 30 de outubro, por volta das 14h, a reportagem do jornal GAZETA e do portal de notícias MUNDO N percorreu um trecho da Estrada Imperial, no bairro Santaella, em Araçariguama. A visita ocorreu a pedido de moradores, que gostariam de ver registradas as dificuldades e os desafios enfrentados diariamente pela população.
As reclamações envolvem problemas no abastecimento de água, horários e limitações do transporte público, falta de infraestrutura adequada e, principalmente, as condições precárias da Estrada Imperial e de outras ruas do bairro.
Orientada pelos próprios moradores, a reportagem seguiu até o local conhecido como Poção. “Dali pra frente, você vai correr o risco do carro encalhar”, alertaram.

Indignação

Buracos enormes, pedras pontiagudas, lama, trechos alagados e muita poeira nos períodos sem chuva fazem parte da realidade relatada por quem vive na região. Para os moradores, a situação da estrada não é apenas mais um problema de infraestrutura: ela acaba provocando ou agravando outras dificuldades do cotidiano.

“Na verdade, o problema na estrada acaba gerando ou piorando os demais”, contou um morador, que também lamentou a sensação de abandono. “E a gente fica esquecido. Tudo aqui é difícil”, desabafou.

Na quinta-feira, 29, por exemplo, o ônibus cumpriu apenas parte do itinerário devido às condições de segurança da estrada. Naquela noite, um morador entrou em contato com o jornal e relatou a situação.

“É André, Tietê está quase saindo na estrada. Agora, com respeito à Estrada Imperial e demais ruas, estão intransitáveis. Já tivemos um aviso de que o ônibus vai até a Igreja Congregação lá no alto (Chico) e vem até o bar do Chá Preto, tudo em razão da má conservação da estrada e ruas. Criança fica sem ir para escola, trabalhadores têm que andar muito para ir trabalhar ou até mesmo perdendo o dia de trabalho. Essa é minha indignação. Obrigado pela atenção”, escreveu.

As dificuldades também afetaram passageiros que dependiam das viagens ao longo do dia.

“O ônibus das 17h (do dia 29, quinta-feira) não passou ainda pela principal”, informou outro morador. Segundo ele, o motorista pediu que avisassem aos passageiros que as próximas viagens seriam realizadas somente até a Congregação e, depois, seguindo pela margem do rio até o Sr. Quebra Queixo.

O motivo, conforme o relato, seria uma grande valeta nas proximidades da subida em direção à igreja, que tornava perigosa a passagem do coletivo.

Com as alterações no percurso, muita gente ficou sem transporte e precisou caminhar longas distâncias para chegar em casa naquela noite.

Abandono

Durante o percurso, a reportagem deu carona a duas mulheres que aguardavam o ônibus para seguir ao trabalho, no Distrito Industrial. A situação encontrada evidenciou mais uma dificuldade enfrentada pelos passageiros: a falta de pontos de ônibus que ofereçam condições mínimas de conforto e proteção.

Uma das mulheres, acompanhada de duas crianças, esperava o coletivo à beira de uma extensa área inundada.

“Se não ficar aqui, o ônibus não para”, explicou. Questionada se tinha certeza de que o ônibus passaria, respondeu que não sabia. Diante da incerteza, aceitou prontamente a carona oferecida pela reportagem.

A segunda mulher, que aguardava abrigada dentro de um comércio, também relatou uma rotina marcada por dificuldades, especialmente para quem trabalha durante a madrugada.

“A gente sai a 1h da manhã e depende da carona do marido ou de parentes. É bastante sofrido. Outro dia perdi a carona e tive que dormir no ponto de ônibus para pegar o primeiro horário da manhã depois de trabalhar o dia inteiro. Não é fácil, e o pior é que não vemos nenhuma melhoria”, contou.

Antes de desembarcarem, as duas mulheres fizeram um apelo para que as autoridades deem mais atenção ao bairro. Mais do que medidas pontuais, os moradores cobram melhorias que tragam segurança, condições dignas de deslocamento e qualidade de vida.

O pedido é por soluções duradouras, que não desapareçam com a chegada da primeira chuva. Afinal, para quem vive no Santaella, as dificuldades não se resumem a um dia de estrada ruim: fazem parte de uma rotina que envolve chegar ao trabalho, levar os filhos à escola e, simplesmente, conseguir voltar para casa.

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