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Rio Paraguai em trecho no Pantanal vira corredor com fogo e fumaça nas margens

Publicado em:
16 de setembro de 2020 13:55:27
Atualizado em:
30 de novembro de 2022 17:58:10
Rio Paraguai em trecho no Pantanal vira corredor com fogo e fumaça nas margens
Crédito Imagem:

Cáceres está cercada por fogo. Situado às margens do Rio Paraguai, o município tem sido atingido por todos os lados pelas chamas que queimam o Pantanal matogrossense há mais de um mês. As labaredas já se aproximam da zona urbana, resultam em uma densa fumaça cinza que envolve a cidade, consomem a vegetação típica do bioma nas duas bordas do rio e provocaram a morte de uma pessoa.

Desde o começo do ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 1.653 focos de incêndio em Cáceres, o décimo município do país com maior número de queimadas. Apenas nas duas primeiras semanas de setembro a quantidade de registros feitos pelo órgão federal chegou a 673.

O governo de Mato Grosso decretou na segunda-feira, 14, situação de emergência em todo o estado por causa dos incêndios florestais. A medida vale por 90 dias.

Na última sexta-feira, 11, um grupo de pescadores viu de perto a destruição provocada pelos incêndios. A equipe de pesca esportiva transitava em três barcos pelo Rio Paraguai em um local conhecido como Baía das Éguas, entre Cáceres e a Estação Ecológica de Taiamã, quando foi rodeada pela fumaça.

O pescador Leandresson Rios, de 22 anos, relatou que tinha tanta fumaça que era impossível enxergar o que havia a poucos metros à frente. Com receio de prosseguir, o grupo que estava em seu barco resolveu retroceder. Eles voltaram para uma área mais distante da fumaça e tentaram comunicação via rádio com demais pescadores.

Depois de tomar um pouco de ar, o grupo que estava no mesmo barco de Leandresson resolveu molhar os trajes de pesca na água do rio e subir novamente na embarcação. Eles atravessaram a nuvem de cinzas com a canoa no máximo de aceleração.

Ponto turístico em chamas O Pantanal enfrenta a mais severa estiagem desde a década de 1990. Com os ventos fortes, a vegetação seca e a baixa umidade do ar, o fogo tem encontrado facilidade para se propagar pelo bioma. Foi dessa maneira que os incêndios chegaram a um dos principais atrativos turísticos de Mato Grosso, a Dolina Água Milagrosa, em Cáceres.   Fonte: Época  
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