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Pouco caso, é pouco! - por Edison Pires

Publicado em:
27 de março de 2026 às 15:00:00
Pouco caso, é pouco! - por Edison Pires
Divulgação
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Araçariguama continua me surpreendendo. Pena que seja mais pelo lado negativo do que positivo. Quando se ouve as mensagens que partem das autoridades, você acaba acreditando que as coisas, se não estão acontecendo da maneira que deveriam acontecer, ao menos, estão tentando manter o trem nos trilhos. Mas, ao tomar conhecimento através de relatos daqueles que estão na linha de frente do atendimento à população de um modo geral, você fica com a certeza de que o trem, na verdade, está desgovernado, e em alguns casos, quase descarrilando.

Incrédulos, eu e minha esposa, ouvimos o desabafo de um Conselheiro Tutelar que desesperado, procurava atender minimamente 7 vítimas – entre crianças e adolescentes -, que necessitavam de acolhimento urgente. Jovens em situação de risco, com autoestima lá embaixo, envergonhados, sozinhos (a família é o problema), a maioria consciente da situação em que se encontravam. Não poderiam estar mais vulneráveis!

Já se passava das 20h00 e pelo que vi e ouvi naquele desabafo, as crianças não tinham o que comer e nem aonde serem abrigadas, uma vez que a cota de vagas no abrigo da cidade já estava completa. Quer dizer, foram retiradas de um ambiente nada favorável e colocadas numa situação ainda pior. Não por culpa dos Conselheiros!

Uma cidade rica, com potencial para ser modelo para o Estado, teve que assistir os Conselheiros “mendigando” um pouco de leite, uma mamadeira, fraldas. Não fosse a solidariedade de alguns cidadãos, aquelas vítimas não teriam nem o que comer. E, não fosse também o ato de benevolência dos responsáveis pelo abrigo que atenderam aos apelos dos Conselheiros, as crianças e adolescentes não teriam aonde dormir.

Para fechar com “chave-de-ouro”, que de ouro não tem nada e, sim, pouco caso, irresponsabilidade, desleixo, incompetência, despreparo e tudo mais de negativo que se possa pensar, quando, mais uma vez, foi preciso que a municipalidade auxiliasse pelo menos com colchões para as crianças, o que se viu foi o fundo do poço: foram enviados colchões manchados, rasgados e com mau-cheiro!

Fico pensando com meus botões se, a pessoa que enviou esses colchões teria coragem de colocar seus filhos ou parentes para dormir num deles! Difícil, né?!

O que mais me deixa indignado é que o Conselho Tutelar já informou que o número de vagas reservadas no abrigo para esses casos é insuficiente, visto a alta demanda de ocorrências, uma vez que os menores permanecem no local até serem adotados ou completarem 18 anos. Quer dizer, isso pode levar anos. E pra variar, nada foi feito, segundo o Conselheiro.

Enfim, quando crianças em situação de risco passam a depender mais da caridade do que da estrutura pública, é sinal claro de que algo está profundamente errado.

E o mais preocupante: o descaso, ao que tudo indica, segue avançando — firme, constante e sem resistência.

Uma grande vergonha!

Edison Pires

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