
Pacientes relatam dificuldade para conseguir consultas e encaminhamento a hospitais
Pacientes com graves diagnósticos de saúde relataram à TV TEM as dificuldades que estão enfrentando para conseguir agendar consultas e encaminhamentos em hospitais de Sorocaba.
Em fevereiro de 2022, a Prefeitura de Sorocaba anunciou o "Mutirão da Saúde" com a promessa de zerar a fila de consultas, exames e cirurgias. O anúncio dizia que até maio 45 mil pessoas seriam atendidas.
Mesmo procurando o médico no começo do ano passado, a aposentada Teresa Simão, que enfrenta um problema na bexiga, não sabe quando vai passar por uma cirurgia. Em entrevista à TV TEM, o filho dela, Adriano Simão, contou que é doloroso não saber quando ocorrerá o procedimento.
“Você não tem prazo, você não tem expectativa de quando vai ser realizada essa cirurgia e cada vez vai agravando mais. O tempo vai passando e vai agravando mais, a dor fica maior. Ela chora porque não consegue urinar e pode infeccionar."
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Teresa Simão não consegue ficar sentada por sentir fortes dores na bexiga — Foto: Reprodução/ TV TEM
Já no começo de junho deste ano, o governo estadual anunciou um mutirão de atendimento para fazer mais de 500 mil procedimentos até outubro, em diversas especialidades e em várias unidades hospitalares de São Paulo. O que também poderia ser uma esperança para Teresa.
A idosa chegou a procurar o posto de saúde da Vila Santana, em Sorocaba, mas em nota o governo estadual informou que o nome dela não está no sistema.
'Tenho medo de morrer'
No começo deste ano, a moradora de Sorocaba Adriana Catarina Generoso percebeu um nódulo no seio, depois de uma consulta na Unidade Básica de Saúde da Vila Simus. Ela foi diagnosticada com um câncer e o tumor já cresceu muito.
De acordo com Adriana, até agora ela não conseguiu passar por um médico oncologista para começar o tratamento. A preocupação é que a doença avance para outras partes do corpo.
“O médico me falou que a qualquer momento, que do jeito que está, vai acabar passando para o outro, vai dar nos ossos, no pulmão. Então, estou com medo, de verdade, de morrer. E tem minhas três filhas. Dentre elas eu tenho duas menores.”
Adriana procurou o Tribunal de Justiça de Sorocaba, que determinou que as secretarias municipal e estadual agendem consulta e realizem o tratamento com oncologista. Se a determinação não for cumprida, a prefeitura e o governo do estado devem pagar uma multa de R$ 300 por dia, mas até agora ela não conseguiu o atendimento especializado.
O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba informou, em nota, que a consulta de Adriana está agendada para a próxima semana. A paciente já foi comunicada.
Fonte: g1 TV TEM

















