NOTAS & NOTÍCIAS - DIREITOS QUE QUASE NINGUÉ SABE
Publicado em:
2 de maio de 2026 às 12:00:00

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DIREITOS QUE QUASE NINGUÉ SABE Muitos brasileiros ainda desconhecem direitos básicos garantidos por lei, desde questões do dia a dia, como cobranças indevidas ou problemas com produtos e serviços, até temas mais complexos, envolvendo trabalho, família ou moradia. Essa falta de informação faz com que a população vulnerável — especialmente aqueles com baixa renda, que não têm condições de contratar advogado particular — deixe de reivindicar seus direitos e muitas vezes recorra à justiça apenas quando a situação já se complicou. Veja 10 direitos que, talvez, você também não saiba: Cobrança indevida deve ser devolvida em dobro; Direitos de empregados domésticos; Limite de consignados para aposentados Aposentados e pensionistas não podem ter mais de 35% da renda comprometida com empréstimos consignados; Direito a acompanhante em hospital conforme a Lei nº 11.108/2005 e normas da Anvisa; Redução de aluguel por problemas no imóvel; Negativação indevida gera indenização; Jornada especial para pais de crianças com deficiência; Acesso à orientação jurídica gratuita; União estável garante direitos iguais ao casamento; Pensão é dever dos dois O valor pode ser definido conforme a renda de cada um e até descontado direto da folha de pagamento do responsável. HIPERTENSÃO ARTERIAL A hipertensão arterial, mais comum entre mulheres, tem sido mais letal em homens de meia-idade. Dados compilados de bases públicas pelo Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC), do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (SindHosp) revelam que na faixa etária de 50 a 59 anos, o número de óbitos por doenças hipertensivas em homens é 25% maior do que em mulheres. Elas, por sua vez, acumulam internações e óbitos em idades mais avançadas, especialmente acima dos 80 anos, reforçando a vulnerabilidade da população idosa feminina. ARROZ BRANCO Presente no prato de milhões de brasileiros, o arroz branco costuma ser tratado de forma simplista: ou como vilão, ou como alimento “neutro”. Arroz branco todo dia pode, sim, aumentar o risco de diabetes em alguns contextos especialmente quando consumido em excesso, em dietas pobres em fibras e em pessoas com maior vulnerabilidade metabólica. Mas tratar o alimento como vilão isolado é simplificar demais uma questão que depende de frequência, quantidade, composição do prato e saúde metabólica de quem o consome. O arroz branco não precisa ser demonizado. O que precisa ser revisto é o padrão alimentar em que ele está inserido. A pergunta certa não é se ele pode aparecer no prato, mas como, quanto e para quem. TELEMEDICINA VETERINÁRIA O mercado pet brasileiro está entre os maiores do mundo, gerando bilhões de reais anualmente. Esse aumento, combinado com a digitalização da saúde, cria oportunidades para a telemedicina veterinária. Há uma transformação cultural, na qual os animais de estimação são considerados parte da família, o que amplia a atenção e o acesso a serviços de bem-estar. Estima-se que o Brasil possua a terceira maior população pet do mundo, com algo entre 150 e 160 milhões de animais de estimação, mais de três vezes a população do estado de São Paulo, segundo a Agência Senado. A busca por praticidade, o fortalecimento do vínculo entre tutores e pets e a expansão do próprio mercado impulsionam soluções que ofereçam rapidez e conveniência. MENOS TELAS, MAIS BRINCADEIRAS De acordo com a American Academy of Pediatrics, o equilíbrio entre atividades digitais e brincadeiras ativas é essencial para o desenvolvimento saudável na infância. A recomendação reforça que, mais do que limitar o uso de telas, é importante diversificar as experiências, incluindo atividades que estimulem movimento, criatividade e interação social. Nesse contexto, ganham espaço os chamados games interativos, experiências que exigem mais do que apenas atenção à tela. São jogos que envolvem estratégia, precisão e coordenação motora, estimulando a criança a participar ativamente da brincadeira. INFARTO EM JOVENS O que antes era uma preocupação quase exclusiva da terceira idade, agora acende um alerta entre jovens adultos: cada vez mais pessoas de até 40 anos têm sofrido ataques cardíacos. Nas últimas duas décadas, o Ministério da Saúde registrou um aumento de 150% nas internações por infarto nessa faixa etária. Apenas entre 2022 e 2024, foram mais de 234 mil atendimentos relacionados a essa condição em indivíduos dessa idade. Esse fenômeno está diretamente ligado às mudanças no estilo de vida.

















