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Não há nada de “normal” nesse problema! - por Edison Pires

Publicado em:
4 de setembro de 2022 00:23:55
Atualizado em:
30 de novembro de 2022 17:54:59
Não há nada de “normal” nesse problema! - por Edison Pires
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Não há nada de “normal” nesse problema! Comecei a coluna desta semana comentando sobre o debate entre os presidenciáveis que a TV Bandeirantes realizou no domingo. A ideia era comentar aquele que se saiu bem e quem não teve tanto sucesso. Além das bobagens que foram ditas. Porém, na terça-feira, no período da tarde ao navegar pelo portal MUNDO N, site de notícias do jornal GAZETA de Araçariguama, me deparei com uma matéria que tratava sobre o descumprimento de horário por parte de uma empresa de ônibus que faz a linha São Roque – Araçariguama. A matéria teve boa repercussão e pelos comentários, pude observar quantas pessoas são afetadas pelo descumprimento desse horário (Saída do Terminal Rodoviário às 07h45) e os perrengues que elas passam. Por esse motivo decidi deixar o tema Eleições 2022 para outra oportunidade e, assim, abordar esse tema do transporte público que não deixa dúvidas em ser mais urgente. A empresa afirmar, através de sua funcionária, que o problema é “normal” me incomodou muito. “Normal” para quem? Só se for para aqueles que estão acostumados a não cumprir devidamente seus compromissos assumidos. Porque, para os passageiros, tenho certeza de que não há nada de normalidade em chegar atrasado no serviço ou, pior, ter que sair mais cedo de casa, só pelo fato da empresa achar que “tudo bem, se ela não cumprir o horário”. Além da falta de compromisso há também a falta de respeito, por parte da empresa. Afinal de contas, muitas pessoas programam sua rotina diária baseada no horário do ônibus. Sei muito bem o que é isso. Vivi na pele quando morei em Belo Horizonte na época da faculdade. Desde o horário que tem que sair de casa (muitas vezes pegando outro ônibus para chegar ao terminal rodoviário) até o horário de voltar, já no período da noite. Uma mudança de horário inesperada pode desandar toda a programação, fazendo com que a pessoa não chegue no horário do serviço, perca compromissos, fique fora de casa mais tempo do que o necessário e, em situações extremas, seja obrigada a se deslocar a pé. Então, por tudo isso e muito mais, a situação não pode ser considerada “normal”! Só encontra normalidade num caso desse, quem não depende que o transporte passe no horário divulgado. É preciso com urgência que esse caso – e outros, caso tenha – seja devidamente acompanhado e apurado pelas autoridades competentes, para que os problemas sejam sanados e a população deixe de ser prejudicada. É inadmissível que seja considerado “normal”, pois não há nada de normal atrapalhar a vida dos outros. Concluindo a coluna, gostaria de pedir que as sugestões de horários apontadas nos comentários da matéria fossem estudadas e, dentro das possibilidades, atendidas. Porque só quem depende de um atendimento público e coletivo, sabe exatamente o que seria melhor para si e para outros. Edison Pires
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