Motorista de app diz que idoso estava vivo no trajeto até o banco
Publicado em:
18 de abril de 2024 às 13:00:00

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Ele teria segurado na porta do veículo ao desembarcar, segundo o motorista em depoimento
O depoimento do motorista de aplicativo que transportou Érika de Souza Vieira Nunes com o idoso Paulo Roberto Braga assegura que o homem foi levado ao banco ainda em vida. O motorista afirmou que, durante o trajeto, o idoso aparentava estar vivo, chegando até mesmo a segurar na porta do carro ao desembarcar no estacionamento de um shopping em Bangu.
"Ele chegou a segurar na porta do carro [para desembarcar]", disse o motorista. Em seguida, Érika o transferiu para uma cadeira de rodas. Eles não foram deixados na agência bancária devido à proibição de acesso de veículos. O motorista encerrou a corrida no shopping a pedido de Érika.
No embarque, porém, a mulher precisou de ajuda para colocar o idoso no veículo, pois ele não conseguia caminhar, ainda segundo o motorista. Uma das filhas de Érika também teria ajudado a segurar as pernas do idoso.
O rapaz que auxiliou a colocar o idoso no carro, em seu depoimento, confirmou que Paulo estava vivo ao ser colocado no veículo. Ele relatou que o idoso estava deitado na cama quando entrou na casa e, com a ajuda de Érika, o levou até o carro, percebendo que ele ainda respirava e tinha forças nas mãos.
"Érika o segurava em um braço e o homem em outro", disse. Uma das filhas da mulher também teria ajudado segurando as pernas do idoso, colocado no banco traseiro do veículo.
“Quando entrei na casa, Paulo estava deitado na cama. Peguei Paulo pelos braços com a ajuda de Érika, e o levei até dentro do carro. Consegui perceber que ele ainda respirava e tinha forças nas mãos".
Dúvidas sobre momento do óbito
Entretanto, o laudo de necropsia não esclareceu se Paulo morreu antes de chegar ao banco ou no local. O documento indicou que não havia elementos seguros para determinar o momento exato do óbito, mas apontou que o homem poderia ter falecido até sete horas antes da chegada do socorrista do Samu, que foi acionado às 15h.
O documento, obtido pelo portal "UOL", pontua não haver "elementos seguros" para afirmar que ele faleceu no "trajeto ou interior da agência bancária, ou que foi levado já cadáver à agência bancária."
“De forma indireta, o perito não se opõe que o óbito tenha ocorrido entre 11h30h e 14h30h do dia 16/04/2024. Desta forma, o perito não tem elementos seguros para afirmar do ponto de vista técnico e científico se o sr. Paulo Roberto Braga faleceu no trajeto ou interior da agência bancária, ou que foi levado já cadáver à agência bancária", diz o documento.
Diante dessas informações contraditórias, a investigação sobre o caso continua. A defesa de Érika afirmou que o homem estava vivo quando foi levado ao banco, alegando que ela estava atendendo ao pedido do idoso para realizar o saque do empréstimo. O delegado responsável pela investigação, Fábio Luiz da Silva Souza, destacou a necessidade de esclarecer os fatos diante das discrepâncias entre os depoimentos e as evidências apresentadas.
“Assim que vi o vídeo, de imediato vi que não tinha como a pessoa não saber que aquele idoso na cadeira de rodas estava morto. Ouvimos a gerente do banco e a mulher que estava com idoso. Ela disse que ele estava vivo no caminho, quando chegou na agência bancária e que ela tinha ido sacar o dinheiro a pedido do idoso”, disse Fábio Luiz da Silva Souza, delegado responsável pela investigação.
Relembre o caso
Na terça-feira (16), veio a público um vídeo gravado por funcionários de uma agência bancária localizada dentro de um shopping no bairro de Bangu, zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ).
As imagens chamaram atenção e viralizaram, pois Érika de Souza Vieira Nunes aparece simulando que Paulo Roberto Braga está vivo, ao manusear o cadáver do idoso de uma maneira que ele "assine" os documentos necessários para sacar R$ 17 mil de sua conta bancária.
Para os atendentes, Érika se identificou como sobrinha de Paulo, mas a polícia ainda investiga a veracidade do grau de parentesco, tentando encontrar outros parentes do homem.
A atitude da mulher e a aparência visivelmente fora do comum de Paulo chamaram a atenção dos funcionários do banco, que questionaram Érika sobre a saúde do homem.
Então, os funcionários do local chamaram a polícia. Érika foi presa em flagrante, sob acusações de tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver. O Samu foi chamado e, naquele momento, constatou que fazia algumas horas que o idoso havia morrido.
Fonte: IG.COM

















