Ministério Público pede afastamento da Prefeita Lili Aymar
Publicado em:
15 de outubro de 2019 às 21:27:28
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Nesta terça-feira, 15, o Ministério Público pediu à Justiça o afastamento da prefeita de Araçariguama, Lili Aymar. De acordo com o MP, um inquérito civil foi instaurado no início do ano de 2017 por uma representação encaminhada afirmando que Carlos Aymar, ex-prefeito de Araçariguama, estaria exercendo as funções de prefeito. Segundo o documento, não há dúvidas que o ex-prefeito era quem tinha o poder de mando na cidade.
Aymar também participava, conforme o MP, de reuniões entre o Executivo e vereadores, onde supostamente comandaria certas decisões. Segundo o documento, Lili Aymar, como esposa de Carlos, teria sido escolhida para concorrer as eleições municipais de Araçariguama para garantir o retorno do marido indiretamente ao cargo de chefe do Executivo.
“Entende o Ministério Público do Estado de São Paulo que Liliane Aymar não mais tem condições de exercer o cargo de Prefeita Municipal de Araçariguama, devendo ser dele afastada liminarmente, dada a urgência da situação instalada na cidade", consta da denúncia enviada ao juiz.
O Ministério Público também cita que Aymar tinha uma sala dentro da prefeitura e dali “exigia propina de empresária que pretendia honestamente se instalar no município”. O documento foi assinado por três promotores Suzana Peyrer Laino Ficker, Wilson Velasco Junior e Washington Luiz Rodrigues Alves.
O pedido foi feito após Carlos Aymar e o Secretário de Governo, Israel Pereira da Silva, terem prisão preventiva decretada nesta terça-feira, acusados de participação em esquema de propina.
Através da Assessoria de Imprensa, a Prefeitura se manifestou afirmando que até o momento não foi citada e guardará suas manifestações para os autos, assim que tiver acesso.
Quanto a afirmação do MP de que o ex-prefeito Carlos Aymar é quem comanda a cidade, a Assessoria ressaltou que a afirmativa não é verdadeira e que a prefeita Lili Aymar segue acompanhando atentamente a apuração dos fatos na certeza de que independente dos dolorosos desafios, continuará trabalhando e dando sequência às suas atribuições como chefe do poder executivo municipal.
Informou ainda que Carlos Aymar não tinha e nem nunca teve sala exclusiva na sede da Prefeitura de Araçariguama. Tais afirmações não condizem com a verdade. Sua frequência na prefeitura estava exclusivamente ligada ao inexorável fato de o mesmo, ser esposo da prefeita, não lhe cabendo prerrogativa alguma para desempenhar funções administrativas, encerra a nota.

















