Família registra ocorrência após criança receber medicação por via incorreta em hospital particular de São Roque
Publicado em:
13 de abril de 2026 às 18:04:00

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Uma família procurou a Delegacia de São Roque na noite de domingo (12) para registrar boletim de ocorrência após o filho, um menino de 6 anos, receber uma medicação por via diferente da prescrita em um hospital particular do município.
Segundo as informações do registro policial, a Polícia Militar foi acionada via COPOM para atender uma ocorrência de desentendimento dentro da unidade hospitalar. No local, os pais da criança relataram suspeita de erro na administração de um medicamento, o que gerou discussão com a equipe médica.
De acordo com o boletim, a criança deu entrada no hospital por volta das 12h57, apresentando dores abdominais e náuseas. A médica responsável pelo plantão informou que, ao assumir o atendimento, solicitou exames e prescreveu as medicações consideradas adequadas ao quadro, entre elas uma solução de glicerina 12%, em frasco de 500 ml, com indicação de uso por via retal.
Algum tempo depois, a profissional foi acionada por uma integrante da equipe de enfermagem, que questionou se era esperado o paciente apresentar diarreia após a administração. Ao se dirigir imediatamente ao quarto, a médica constatou que o medicamento, que deveria ser aplicado por via retal, estava sendo administrado por via endovenosa.
Em depoimento, a profissional de enfermagem relatou que recebeu a prescrição pelo sistema interno da unidade e iniciou o procedimento, mas não percebeu a via correta indicada, realizando a aplicação intravenosa. A divergência foi identificada após a mãe informar alteração no quadro clínico da criança.
Assim que o erro foi percebido, a infusão foi interrompida, embora quase todo o conteúdo já tivesse sido administrado. Em seguida, a equipe iniciou medidas emergenciais, incluindo a solicitação de transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A vaga foi disponibilizada em um hospital da cidade de Sorocaba, para onde a criança foi encaminhada. Todos os procedimentos adotados após a constatação do erro, segundo o boletim, foram registrados pela médica responsável.
O caso foi formalmente registrado na delegacia e será apurado por meio de inquérito policial. Na análise inicial, o delegado responsável orientou a família sobre o prazo legal de seis meses para eventual representação criminal.
Até o fechamento desta matéria, o hospital particular citado na ocorrência não havia se manifestado oficialmente sobre o episódio.

















