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Descrição de grupo de mensagens com investigados por apologia ao nazismo citava permissão para 'extermínio de judeus'

Publicado em:
5 de julho de 2023 18:15:00
Atualizado em:
5 de julho de 2023 18:26:36
Descrição de grupo de mensagens com investigados por apologia ao nazismo citava permissão para 'extermínio de judeus'
Crédito Imagem:

Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em Sorocaba (SP) e Timóteo (MG). Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares, machado, faca e um livro.

A descrição do grupo de mensagens com os investigados por apologia ao nazismo permitia "extermínio de judeus" e proibia assuntos sobre a comunidade LGBTQIA+ "e seus mimimis".

Os suspeitos foram identificados pela Polícia Federal, que cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Sorocaba e Timóteo (SP) durante uma operação, deflagrada nesta terça-feira (4).

A "Operação Overlord" começou em novembro de 2022, a partir de um aviso feito pela ONG SaferNet, entidade que defende os direitos humanos na internet e que informou sobre a criação de um grupo no WhatsApp que usava nome e foto com referência à simbologia nazista.

Nos prints que mostram a descrição do grupo no WhatsApp, os criadores mencionam a proibição de "LGBT", conteúdo que envolva o sofrimento de animais e pornografia infantil.

No entanto, permitem conteúdos sobre "extermínio de judeus" e cenas de "gore", que são extremamente violentas. De acordo com a ONG, o grupo possuía integrantes do Brasil e de outros países.

Operação Overlord

A PF identificou possíveis integrantes do grupo do WhatsApp e cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades paulista e mineira para esclarecer a participação dos suspeitos.


Segundo a PF, durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares, machado, faca e um livro com informações sobre a “Schutzsttafel”.

O crime investigado é previsto na Lei 7.716/1989 e tem penas de até cinco anos de reclusão.


Sobre o grupo


PF cumpre mandados de busca e apreensão em investigação sobre apologia ao nazismo

O nome do grupo denunciado era "Schutzsttafel”, em referência ao grupamento paramilitar criado em 1925, conhecido como SS, formado dentro do Partido Nazista, para proteção de seus membros e para atacar grupos políticos adversários, como comunistas, entre outros.

Depois que os nazistas tomaram o poder, a SS passou a exercer papel de polícia política e, durante a II Guerra Mundial, um de seus vários papéis era o de comandar os campos de concentração e extermínio de judeus.

Na imagem do perfil do grupo, havia a cruz suástica, o que é proibido pela legislação brasileira. Além disso, o grupo era público e podia ser acessado de qualquer lugar do mundo.


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